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Hipertensão e diabetes: confira novidades da diretriz revisada pela ADA

Tempo de leitura: 2 minutos.

Hipertensão e diabetes são fatores de risco cardiovascular frequentemente associados e que aumentam o risco de morte, AVC ou IAM. Durante muitos anos, o risco cardiovascular no paciente diabético era tão alto que o (diabetes) DM foi considerado como “equivalente aterosclerótico” e colocado no mesmo patamar de risco dos pacientes com IAM ou AVC prévio. Só que a medicina moderna trouxe de um lado o diagnóstico mais precoce do DM, do outro estratégias de prevenção mais eficazes – com destaque para as estatinas – de modo que hoje não podemos colocar todo paciente diabético no mesmo grupo de risco. O que fazer então?

Comece lendo nossos artigos da estratificação do risco cardiovascular no diabético. Temos duas fontes: a própria ADA e a SBC. As ferramentas são muito parecidas, mas não exatamente as mesmas. Essa estimativa irá te ajudar a entender se o paciente tem risco de IAM, morte ou AVC em nível baixo, médio ou alto. Quanto maior, mais rígido o controle dos fatores de risco e a intensidade das medicações.

Leia mais: Hipertensão na gestação após ESC 2018: o que mudou?

No tocante à hipertensão (HAS), apesar da ADA já ter recomendações do início do ano, a entidade novamente publicou um artigo resumindo as principais recomendações das diretrizes internacionais para o controle da PA em diabéticos. No final, a instituição diz que, apesar das divergências, ratifica sua posição inicial, que está resumida na figura abaixo:

Principais diretrizes sobre HAS recentes:

Diretriz (ano) Meta PA (mmHg) Observações
ADA (2018) < 140/90 < 130/80 se alto risco cardiovascular
Albuminúria: prefira iECA ou BRA
Terapia combinada se PA > 160/100
ACC/AHA (2018) < 130/80 Albuminúria: prefira iECA ou BRA
ESC (2018) < 130/80 O alvo é 130, mas evitar < 120
< 130 “se tolerável”
> 65 anos: PAS 130-140
Brasil SBC (2017) < 130/80 “Nefropatia diabética”: prefira iECA ou BRA
Recomenda desde início terapia dupla
Nunca associar iECA + BRA

O que fazer na prática? Use o bom senso. Os pacientes de maior risco, por apresentarem outros fatores de risco e/ou aterosclerose subclínica, são os que mais se beneficiam de perseguirmos a meta mais baixa de 130/80 mmHg. Por outro lado, é necessário que os pacientes tolerem os novos fármacos, com mínimos efeitos colaterais. Estejam especialmente atentos à função renal, potássio e hipotensão postural.

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Autor:

Ronaldo Gismondi

Doutorado em Medicina pela UERJ ⦁ Cardiologista do Niterói D’Or ⦁ Professor de Clínica Médica da Universidade Federal Fluminense

 

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