Idade máxima para transplante de células-tronco hematopoiéticas é ampliada para 75 anos

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O Ministério da Saúde ampliou a idade máxima para transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) de 60 para 75 anos para o tratamento de doenças hematológicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é aumentar a oferta do tratamento, já que a maior incidência é na população acima de 60 anos.

De acordo com a pasta, o procedimento pode aumentar a sobrevida dos pacientes com doenças hematológicas malignas em até 15 anos. A mudança foi embasada na literatura mundial sobre o assunto, que traz evidências que o o transplante é seguro mesmo em pacientes com mais idade.

Antes da alteração, considerando a expectativa de vida para homem de 72 anos e para mulher de 79, pacientes acima de 60 anos com essas doenças eram tratados apenas com quimioterapia. Porém, foi observada a melhora das condições gerais de vida da população nas últimas décadas, o que impactou diretamente na expectativa de vida. Sendo assim, realizar o TCTH com idade maior que 60 anos passou a ter um alto nível de segurança.

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Transplante de células-tronco hematopoiéticas

O transplante de células-tronco hematopoiéticas é uma terapia usada para diversas doenças hematológicas, podendo ser benignas, malignas ou até mesmo hereditárias. O tratamento fornece ao paciente novas células na medula óssea, com o objetivo de que ela volte a produzir células sanguíneas normais, ou seja saudáveis.

Veja mais: Coronavírus: orientações para pacientes em quimioterapia ou após transplante de medula óssea

As células-tronco podem ser obtidas do próprio paciente (transplante autólogo) ou de um doador compatível (transplante alogênico) e podem estar localizadas na medula óssea (as células são aspiradas da medula óssea através de punções nas cristas ilíacas posteriores, em centro cirúrgico), no sangue periférico (as células são mobilizadas para a corrente sanguínea através do uso de medicamentos, como o fator estimulador de colônias de granulócitos, e coletadas por aférese) e cordão umbilical (as células são coletadas do sangue do cordão umbilical antes ou após a remoção da placenta do útero).

Fatores importantes para a maior oferta dessa terapia foi a modernização dos imunossupressores, que ajudam a evitar a rejeição do transplante, e técnicas sensíveis e específicas que garantem a maior compatibilidade entre o doador e o paciente, que é a análise de HLA (Human Leukocyte Antigen).

É importante lembrar que antes do transplante, o paciente passa pelo condicionamento, que consiste na quimioterapia em altas doses, com esquemas que variam de acordo com a doença de base.

Leia também: Quando e como vacinar pacientes submetidos a transplante de medula óssea?

Critérios para transplante

Apesar de passar a ser permitido para pacientes com mais de 60 anos, é importante lembrar que outros critérios devem ser considerados para a autorização do transplante. Para qualquer paciente, mesmo mais jovens, devem ser avaliados os fatores fisiológicos, moleculares, endócrinos, imunológicos, nutricionais, neurológicos, psicológicos e motores.

No caso do idoso, critérios importantes de serem considerados incluem padrões de funcionalidade, saúde mental, cognição, nutrição, uso de medicamentos, existências de outras doenças e condições e suporte social.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

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Publicado por
Clara Barreto

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