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Infecções intra-abdominais pós-operatórias: tempo de antibiótico pode ser mais curto

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Encurtar a duração da antibioticoterapia é uma medida fundamental na luta contra patógenos multirresistentes. Em novo artigo do periódico Intensive Care Medicine, pesquisadores investigaram qual a duração ideal da terapia com antibióticos para infecções intra-abdominais no pós-operatório de pacientes graves.

Para isso, foi realizado um estudo prospectivo randomizado multicêntrico em 21 unidades de terapia intensiva (UTI) francesas, entre 2011 e 2015. Os pesquisadores compararam a eficácia e a segurança de 8 versus 15 dias de antibioticoterapia em pacientes graves com infecções intra-abdominais no pós-operatório.

No total, 249 pacientes foram randomizados para 8 dias de tratamento (n = 126) ou 15 (n = 123). O desfecho primário foi o número de dias livres de antibióticos entre o início do estudo e o 28º dia. Os desfechos secundários incluíram morte, tempo de internação, surgimento de bactérias multirresistentes e taxa de reoperação, com 45 dias de acompanhamento.

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Duração da antibioticoterapia ideal

Pacientes tratados por 8 dias tiveram um número mediano de dias livres de antibióticos maior do que aqueles tratados por 15 dias (15 [6-20] versus 12 [6‐13] dias, respectivamente; P <0,0001). Os tratamentos não diferiram em relação ao tempo de internação, surgimento de bactérias multirresistentes ou taxa de reoperação. Os pesquisadores observaram drenagens subsequentes entre o dia 8 e o dia 45 no grupo de tratamento de curta duração (P = 0,041).

Em conclusão, a antibioticoterapia de curta duração em pacientes graves com infecções intra-abdominais no pós-operatório é eficaz e reduz a exposição a antibióticos. O tratamento mais longo não está associado a nenhum benefício clínico.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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