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Médicos estão subestimando o risco cardiovascular em pacientes com gota?

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O risco cardiovascular em pacientes com gota é maior do que o estimado pelas calculadoras tradicionais? Essa foi a hipótese investigada em um novo estudo publicado no Annals of the Rheumatic Diseases.

Nesse estudo observacional transversal, pesquisadores investigaram 237 indivíduos com gota provocada pelo acúmulo de cristais de uma clínica hospitalar de Reumatologia. Os pacientes foram submetidos a uma avaliação cardiovascular por meio de exames, entrevistas, revisão de fatores de risco convencionais, antropometria e, ainda, duas calculadoras de previsão de risco: SCORE e Framingham.

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Utilizando as diretrizes europeias de 2011, os pesquisadores estratificaram o risco cardiovascular em:

  1. baixo (SCORE <1%)
  2. moderado (SCORE, 1% – 4%)
  3. alto (diabetes não complicado, taxa de filtração glomerular estimada de 30 – 59 mL/E
  4. muito alto (doença cardiovascular prévia, placas de ateroma, diabetes com complicações, taxa de filtração glomerular estimada < 30 mL/minuto, espessura da camada íntima-média > 0,9 mm ou SCORE de 5% – 9% ).

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A estratificação mostrou predominância de níveis muito altos (95 pacientes, 40,1%) e moderados (72 pacientes, 30,5%). Ultrassom carotídeo foi realizado em 142 pacientes não inicialmente colocados na categoria de risco muito alto, encontrando placas de ateroma em 66 (46,5%, IC 95%: 37,8 a 54,2).

Seguindo os achados do ultrassom, os pacientes classificados como de alto risco aumentaram de 40,1% para 67,9% (161/237 pacientes). SCORE e Framingham previram moderadamente a presença de placas de ateroma no ultrassom.

Pelos resultados, foi possível observar que a maioria dos pacientes com gota pode estar em risco cardiovascular muito alto, e as calculadores tradicionais parecem subestimar a presença de placa de ateroma.

Referências:

  • Andrés M, Bernal JA, Sivera F, et al Cardiovascular risk of patients with gout seen at rheumatology clinics following a structured assessment Annals of the Rheumatic Diseases Published Online First: 16 January 2017. doi: 10.1136/annrheumdis-2016-210357

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