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Morte cerebral: como falar com as famílias?

Emergências, Neurologia, Terapia Intensiva
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A morte encefálica é caracterizada pela interrupção completa e irreversível de todas as funções cerebrais, mesmo na presença de atividade cardíaca ou reflexos primitivos. Muitas famílias têm dificuldade em compreender isso e se recusam a aceitar que os aparelhos sejam desligados. Como o médico pode ajudar as pessoas a entender que seus entes queridos se foram?

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O caso mais recente aconteceu na última quinta-feira, dia 29, no Rio de Janeiro. Uma mãe se ajoelhou em frente ao Hospital Getúlio Vargas para pedir à direção que não desligasse os aparelhos que mantinham seu filho, diagnosticado com morte cerebral, respirando porque “seu coração ainda estava batendo”. Apesar dos protocolos, o hospital cedeu a pressão e manteve o aparelho ligado.

Veja também: ‘Você sabe diagnosticar morte encefálica?’

Estudos recentes mostram que os médicos precisam de mais orientação para lidar com a morte encefálica. Embora os processos de diagnóstico e conduta médica sejam muito claros nas diretrizes, não há informações sobre como lidar com situações em que a família pede que o suporte aos órgão continue, mesmo após o paciente ser declarado com morte cerebral, por vários motivos como, por exemplo, religião ou dúvida se o paciente ainda pode se recuperar.

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Como o médico pode ajudar a família?

De acordo com dados da Sociedade de Terapia Intensiva do Estado do Rio de Janeiro, grande parte das pessoas não entende que “morte cerebral” é igual a “morte”. É comum que o termo seja confundido com “coma”, que é reversível. As famílias dos pacientes não sabem que o diagnóstico é realizado através de protocolos rígidos, com avaliação de uma equipe multidisciplinar.

A informação é o maior aliado do médico. Por isso, é preciso conversar com os familiares, explicar claramente o que significa a morte cerebral e como é feito seu diagnóstico. É importante esclarecer também que a condição é irreversível.

As boas práticas na determinação da morte cerebral têm um impacto positivo na execução dos protocolos de transplante de órgãos, trazendo maior segurança às famílias e aumentando as chances de sobrevida dos pacientes que aguardam nas longas filas de transplante.

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