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Taxa de infecções hospitalares atinge 14% das internações no Brasil

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De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que a taxa de infecções hospitalares atinja 14% das internações no país. E lavar as mãos corretamente é fundamental para evitar essas infecções, principalmente nos casos dos profissionais de saúde.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), 70% dos profissionais de saúde e 50% das equipes cirúrgicas pelo mundo não praticam rotineiramente a higienização das mãos.

Mudança de hábitos para diminuir infecções

A adoção de novos hábitos e cuidados por pacientes e profissionais de saúde em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de 119 hospitais públicos do país está conseguindo reduzir o número de infecções hospitalares. Ao todo, foram evitadas 1.715 infecções da corrente sanguínea, urinárias e pneumonia. Isso quer dizer que 558 pacientes puderam ser salvos neste período.

Entre as mais comuns, a incidência de infecção urinária associada a cateter caiu 47,7%, já a infecção na corrente sanguínea associada a cateter venoso central caiu 28,3% e a pneumonia associada à ventilação mecânica registrou queda de 30%.

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No início do projeto colaborativo “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”, do Ministério da Saúde, os hospitais participantes apresentavam incidências destas três infecções. No entanto, após a intervenção, boa parte das unidades conseguiu manter em zero a incidência das infecções sanguínea e urinária.

Fatores importantes na prevenção de infecções

A maior parte das infecções é provocada por microrganismos presentes no próprio paciente, nas mãos dos profissionais de saúde, em um acompanhante ou presentes no próprio leito. Elas ainda podem ser transmitidas por equipamentos invasivos, como respirador para ventilação mecânica, ou mesmo por contato com outros pacientes.

Um estudo da Organização Mundial de Saúde (ONU) demonstrou que a maior ocorrência de casos de infecções acontece em unidades de terapia intensiva, enfermarias cirúrgicas e alas de ortopedia.

Outros fatores importantes na prevenção de futuros quadros de infecção é a higienização dos ambientes onde estão os pacientes, além de isolar aqueles que já estão contaminados e a aplicação de protocolos de prevenção.
Evitar as infecções em ambiente hospitalar se torna cada dia mais importante no atual contexto das bactérias multirresistentes a antibióticos, além de reduzir o tempo de internação dos pacientes e reduzir os custos com a assistência médica.

As ações de controle de infecção hospitalar em escala nacional são coordenadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os hospitais, tanto da rede pública quanto privada, precisam notificar a agência sobre os casos, além de desenvolver ações de prevenção e controle.

O projeto Colaborativo “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil” é desenvolvido pelo Ministério da Saúde, em parceria com os cinco hospitais de excelência que participam do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS): Sírio-Libanês (SP), Israelita Albert Einstein (SP), Alemão Oswaldo Cruz (SP), Hospital do Coração (SP) e Moinhos de Vento (RS).

O projeto possui três anos de intervenção, podendo ser prolongado. Nesse período, a estimativa é salvar 8.500 vidas, reduzindo pela metade as infecções nas UTI’s atualmente no Brasil.

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