Nova lei torna obrigatória a adoção de protocolo para identificar autismo até os 18 meses de idade no SUS

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A partir de outubro desse ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) deverá adotar um protocolo padronizado para a avaliação de riscos ao desenvolvimento psíquico de crianças de até 18 meses de idade. O objetivo da nova legislação, sancionada na última semana pelo Governo Federal, é a identificação precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras doenças neurológicas.

O protocolo consiste de cerca de 20 perguntas, que avaliam os riscos ao desenvolvimento psíquico de crianças no período em que o sistema nervoso está em formação, como “seu filho olha para você no olho por mais de um segundo ou dois? Seu filho sorri em resposta ao seu rosto ou ao seu sorriso? O seu filho imita você?”.

O diagnóstico precoce do autismo é fundamental para o desenvolvimento do lactente. Por isso, especialistas esperam que essa medida ajude na identificação do transtorno já nos primeiros meses de vida, aumentando as chances de uma vida melhor para o paciente.

Veja também: ‘Fatores pré‐natais, perinatais e pós‐natais associados ao autismo’

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados em abril desse ano, o TEA afeta 1 em cada 160 crianças em todo o mundo; no Brasil, dois milhões de famílias convivem com o transtorno. O autismo é caracterizado por dificuldades de comunicação e socialização, déficit no domínio da linguagem e uso da imaginação, associado a um padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

Ainda segundo a OMS, o método ABA é a terapia mais indicada para o tratamento do autismo.

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Referências:

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