Novidades da intubação traqueal em terapia intensiva - PEBMED

Novidades da intubação traqueal em terapia intensiva

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A intubação traqueal (IOT) é um procedimento comum em terapia intensiva. Contudo, a menor prática diária e o maior número de situações de urgência trazem um risco maior ao procedimento no CTI quando comparado com cenários eletivos em centro cirúrgico.

paciente em CTI com intubação traqueal ao fundo, com mão de médico em destaque, mexendo no aparelho

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Intubação traqueal

Dados britânicos estimam que até 20% das intubações com complicações ocorram nos CTIs, com risco de 60% de eventos graves, como PCR e morte. Só para se ter uma ideia, o risco de eventos graves é de apenas 14% nas “intubações complicadas” do centro cirúrgico! Um artigo de revisão recente trouxe o que saiu em 2019 sobre intubação no CTI e resumimos os passos mais importantes aqui.

Por onde começamos? Em artigos anteriores, trouxemos o passo a passo da intubação e da sequência rápida. Aqui, as novidades:

1. Oxigenação

A grande novidade é o uso do oxigênio de alto fluxo para melhorar a pré-oxigenação e reduzir o risco de hipoxemia durante a intubação. Contudo, em uma comparação com VNI, o alto fluxo não conseguiu mostrar superioridade. Como fazer na prática? Em pacientes com drive próprio e bom, o alto fluxo é mais confortável e tem menos distensão gástrica. Em pacientes com padrão respiratório pior, a VNI é superior.

2. Sequência Rápida de Intubação

A descrição clássica do método inclui rápida hipnose com bloqueio neuromuscular para evitar distensão gástrica e reduzir o risco de aspiração. Contudo, no ambiente do CTI, a presença de doenças de base, em especial com hipoxemia e desconforto respiratória, torna arriscada uma intubação sem pré-oxigenação adequada. Desta forma, o artigo corrobora a prática atual da pré-oxigenção com O2 e/ou VNI, mesmo com um risco maior de distensão gástrica. Nós falamos mais deste assunto neste link.

3. Laringoscopia e intubação

A laringoscopia direta é, ainda, o padrão ouro para a primeira tentativa de intubação. No centro cirúrgico, em cenários eletivos, diversos trabalhos têm mostrado que a videolaringoscopia (VL) é superior nas taxas de “intubação na primeira tentativa”, isto é, é mais eficaz, sem maiores riscos. No CTI, esse ponto ainda é controverso. Há dois grandes problemas para a VL “de urgência”: muita secreção em via aérea e menor treinamento dos médicos. No artigo, os autores defendem a laringoscopia direta, com bougie se necessário, como método de 1ª escolha, ficando a VL para situações de via aérea difícil.

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