Psiquiatria

Novo medicamento é esperança no tratamento de depressão

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A FDA aprovou medicamento para depressão resistente ao tratamento convencional, a Esketamina é primeiro novo tipo de antidepressivo em 30 anos. O tratamento demonstrou melhora nos sintomas de depressão, bem como melhora sustentada dos sintomas.

A notícia é importante inclusive para nós brasileiros, uma vez que, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), 5,8% da população brasileira sofrem de depressão; representando aproximadamente 11,5 milhões de cidadãos.

Depois de muita antecipação, a FDA deu o aval ao primeiro novo tipo de antidepressivo em décadas. No início de março, a FDA aprovou a Esketamina (Spravato), um spray nasal para uso na depressão por resistência ao tratamento. A rejeição à terapia convencional é prevalente em aproximadamente um em cada três pacientes com depressão, um dos medicamentos mais conhecidos à resistência nesse grupo é o Prozac.

O tratamento com Spravato (esketamina) provou significativa efetividade e a velocidade de ação em poucos dias, o tratamento convencional leva de seis a oito semanas para um antidepressivo obter o efeito desejado.

A aprovação da esketamina, a ser usada em conjunto com um antidepressivo oral, é um resultado de dados positivos provenientes de ensaios clínicos de curto e longo prazo nos quais os pacientes que receberam o tratamento demonstraram melhora nos sintomas de depressão, bem como melhora sustentada. O spray nasal atua direcionando o receptor N-metil-D-aspartato e o receptor de glutamato ionotrópico no cérebro.

Leia maisDroga intranasal para depressão mostra boa eficácia em estudos iniciais

Em três estudos de curto prazo, os pacientes foram randomizados para receber ou esketamina ou um spray nasal de placebo com um antidepressivo oral. Em um dos estudos, a esketamina resultou em melhora estatisticamente significativa na gravidade da depressão, com alguns efeitos prevalentes em 2 dias. No entanto, os outros dois ensaios não preencheram os testes estatísticos pré-especificados para demonstrar a eficácia.

Durante o estudo de longo prazo, os pacientes que estavam em remissão estável ou tinham resposta estável e continuaram o tratamento com esketamina tiveram um tempo significativamente mais longo para a recaída dos sintomas depressivos.

Devido ao risco de eventos adversos sérios causados ​​pelo tratamento, bem como o risco de mau uso e abuso do tratamento, uma vez que a esketamina é indicada para um paciente, esse paciente irá autoadministrar o tratamento em um centro de tratamento certificado sob a orientação de um provedor. Os efeitos colaterais mais comumente relatados do tratamento incluem náusea, vertigem, ansiedade, letargia e aumento da pressão arterial. Devido a essas preocupações, o medicamento deve ser tomado em um consultório médico certificado e os pacientes devem ser monitorados por duas horas após recebê-lo.

Sua ação rápida é um fator excelente a ser considerado, uma vez que os pacientes deprimidos são muito deficientes e sofrem enormemente.

O Spravato custará nos EUA entre US$ 590 e US$ 885 por tratamento. Em duas sessões por semana, o custo é superior a US$ 4.720 no primeiro mês. A terapia de manutenção tem um custo entorno de US$ 2.360 a US$ 3.540 por mês.

Os pacientes que usam o medicamento podem sentir-se sedados ou dificuldades com a atenção, o raciocínio e o julgamento. A rotulagem do medicamento também alertará sobre os riscos de uso indevido, abuso e possíveis pensamentos suicidas.

Alguns especialistas dizem que os resultados do teste não foram fortes o suficiente para garantir a aprovação neste momento, porém a maioria dos votos no comitê da FDA decidiu pela aprovação pois a relação risco-benefício foi positiva para adultos que sofrem de depressão resistente aos tratamentos atuais.

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Publicado por
Thiago Coelho Bandeca
Tags: Depressão

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