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Novos escores de sepse e prognóstico na pneumonia comunitária

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A pneumonia comunitária grave é a principal causa de sepse grave e choque séptico. Representa, ainda, a maior parte dos casos que evoluem com SARA, a síndrome da angústia respiratória do adulto. Na avaliação inicial é fundamental identificar os pacientes mais graves, que se beneficiem de antibiótico precoce e internação hospitalar, quiçá na terapia intensiva. Tradicionalmente, os escores mais utilizados para predizer gravidade na pneumonia são:

  • CURB-65: confusão mental, ureia, frequência respiratória, pressão arterial e idade.
  • PSI (pneumonia severity index): idade, comorbidades (câncer, ICC, AVC, DRC e hepatopatia), confusão mental, taquicardia, taquipneia, pressão arterial e temperatura.
  • Severe community-acquired pneumonia (SCAP): pH e pressão arterial (critérios maiores); frequência respiratória, P/F, ureia, confusão mental, idade e aspecto radiográfico (critérios menores).
  • IDSA/ATS (Infectious Disease Society e American Thoracic Society): confusão mental, pressão arterial, temperatura, frequência respiratória, P/F, ureia, leucometria, plaquetometria e aspecto radiográfico.

A fim de simplificar, foi desenvolvida uma versão do CURB-65 que não dependesse do exame laboratorial da ureia, o CRB-65. Os resultados iniciais com este modelo têm sido muito bons na acurácia de prever os doentes mais graves.

Por conta da relação entre pneumonia grave e sepse, um estudo recente decidiu comparar a acurácia prognóstica dos escores PSI, CURB-65 e CRB-65 com os novos escores de sepse, SOFA e qSOFA, bem como o antigo critério de SIRS.

O resultado foi um desempenho ruim do SIRS para identificar os pacientes mais graves, de pior prognóstico. Isso reflete o perfil do SIRS, de alta sensibilidade e baixa especificidade. Sua ideia não era identificar os doentes graves, mas sim não deixar que eles passassem em branco!!

Os melhores resultados foram pelo CRB-65 e o qSOFA. Ou seja, os mais simples!! Mas o PSI mostrou excelente desempenho em separar os pacientes mais e menos graves com pneumonia e o SOFA, na predição da mortalidade naqueles internados em UTI.

Veja também: ‘Novidades no diagnóstico e tratamento da pneumonia comunitária grave’

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