Enfermagem

O combate à hepatite na Atenção Primária à Saúde

Tempo de leitura: 3 min.

A Atenção Primária à Saúde (APS) é um modelo de assistência que garante acessibilidade aos usuários. Esse modelo proporciona ferramentas aos profissionais de saúde no combate às múltiplas doenças, dentre elas, os diferentes tipos de hepatite, por meio do acolhimento. Ademais, prevê resolutividade mediante à prevenção, à promoção e à recuperação. 

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Transmissão da hepatite

Além disso, cabe mencionar que existem diferentes maneiras de adquirir hepatite, bem como é necessário compreender as formas de sua transmissão para evitá-la. Por conseguinte, as transmissões podem ser por uso abusivo de álcool/drogas, fecal-oral ou sexual. 

No uso de substâncias, orienta-se a evitar o uso abusivo de bebidas alcoólicas/drogas. Com relação à via de contaminação fecal oral (Hepatite A), devem-se utilizar métodos de higiene, cozinhar os alimentos, incluir o uso de água fervida ou filtrada para o consumo e lavar as mãos. 

Na forma de transmissão sexual, destacam-se os vírus da hepatite B e hepatite C, que apresentam relevante problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Dessa maneira, a equipe de saúde precisa acolher a população sexualmente ativa e orientar sobre a importância do uso do preservativo, para evitar a contaminação de novos indivíduos. Nesse viés, vale mencionar outros meios de prevenção, como a oferta de testagem rápida, o incentivo à vacinação contra a hepatite B e a realização ações de promoção à saúde: sala de espera, grupo, atendimentos individualizados.

Leia também: Hepatite E: um vírus esquecido

Atuação do enfermeiro 

Em dezembro de 2020, o Ministério da Saúde emitiu a nota técnica Nº 369/2020, que orienta sobre a atuação do enfermeiro para a ampliação estratégica do acesso da população brasileira ao diagnóstico das hepatites B e C e encaminhamento de casos detectados para tratamento. Esse documento reforça diversas condutas do enfermeiro, como, exemplo: assegura a realização de teste rápido; prevê a solicitação de exames complementares para investigação de hepatites; incentiva a identificação de casos novos; reforça a obrigatoriedade da notificação compulsória; estimula o monitoramento dos casos existentes e o conhecimento da cobertura vacinal; propõe elaboração de fluxos e planos terapêuticos e a implementar ações de prevenção e promoção à saúde; a articulação de ações junto a Rede de Apoio à Saúde (RAS) ações em prol da eliminação das hepatites virais até 2030. Por fim, afigura-se indispensável a atuação do enfermeiro, que atua na APS, no combate às hepatites no mundo, afinal, é protagonista nas ações de prevenção e promoção da saúde.

Autora:

Referências bibliográficas:

  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/manual-tecnico-para-o-diagnostico-das-hepatites-virais-e-atualizado
  • BVS [homepage na internet]. Dia mundial de combate à Hepatite. [Acesso em 14 de mai 2021]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/component/content/article?id=962
  • Brasil. Ministério da Saúde. NOTA TÉCNICA Nº 369/2020-CGAHV/.DCCI/SVS/MS. Orientações sobre a atuação da(o) enfermeira(o) para a ampliação estratégica do acesso da população brasileira ao diagnóstico das hepatites B e C e encaminhamento de casos detectados para tratamento. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/12363/12363_10.PDF

 

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Publicado por
Mariana Marins

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