O impacto da pandemia pela Covid-19 no diagnóstico, acompanhamento e tratamento das patologias

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Além de todo o impacto no organismo causado pela doença propriamente dita, outras consequências danosas à saúde, indiretamente geradas, podem ser verificadas como resultado da pandemia sob seus diferentes aspectos. Restrições de mobilidade, crise econômica, isolamento social, redução de leitos específicos para outras doenças, além do próprio medo de se contaminar ao procurar auxílio médico, derrubaram a procura por consultas médicas, exames complementares e cirurgias eletivas.

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Para ajudar a entender um pouco mais sobre as consequências de toda esse quadro, foi realizada uma pesquisa pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) em conjunto com a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), que revelou o que se imaginava: a diminuição dos cuidados com a prevenção, seguimento e tratamento das doenças, além do descuido com os hábitos saudáveis durante o período pandêmico.

O impacto da pandemia pela Covid-19 no diagnóstico, acompanhamento e tratamento das patologias

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A pesquisa 

Um total de 200 indivíduos foram entrevistados, no Rio de Janeiro e em São Paulo, dos quais 53% eram homens e 47% mulheres, com idade média de 46 anos. 49% apresentavam o ensino médio completo, 32% já haviam concluído o ensino superior, enquanto que mais da metade dos participantes (65%) possuíam algum plano/seguro de saúde.

A grande maioria dos entrevistados (86%) possuíam pelo menos uma das 9 patologias que foram questionadas, sendo representadas por ordem de frequência:  Diabetes (33%), Cardiovascular (26%), Tireoide (12%), Gástrica (12%), Renal (8%), Neurológica (7%), Câncer (6%), Reumática (6%) e Aids (1%), com um tempo médio de evolução de 9 anos.

Embora 55% dos indivíduos tenham relatado que não haviam mudado a sua frequência de consultas médicas durante a pandemia, uma parte significativa deles (43%) disse ter reduzido o número de consultas, sendo que apenas 2% informaram que se consultaram mais.

Dentre uma lista de 13 exames complementares, os que tiveram uma redução da sua frequência e/ou que foram postergados, os mais citados foram: sangue (30%), mamografia (27%), urina (24%), citologia oncótica (24%) e eletrocardiograma (23%). Entretanto, os exames de imagem foram os que sofreram um menor impacto (raio-x, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética).

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Já a percepção dos entrevistados sobre os hábitos saudáveis e à prática de atividades físicas regulares, também houve uma piora dos indicadores. Antes da pandemia, 43% dos indivíduos consideravam manter um estilo de vida saudável, proporção reduzida para 33% durante a pandemia. Foi observado que 31% das pessoas relataram que estão praticando menos exercícios físicos, com 7% conseguindo manter a rotina, 2% referiram um aumento dos treinos, enquanto que o restante (49%) não se exercitavam e continuam não se exercitando.

Em relação ao consumo alimentar, 51% dos participantes admitiram que aumentaram a ingesta de alimentos quando comparado ao período pré-pandemia. Já 10% viram seu consumo reduzir, e 39% informaram que mantiveram seus hábitos alimentares.

Conclusão

Com cada vez mais pacientes dando entrada nas emergências com estágios avançados de quadros agudos, além de doenças crônicas descompensadas, os danos indiretos à saúde causados pela pandemia da Covid-19 já podem ser percebidos.

A médio/longo prazos, os reflexos se tornarão ainda mais evidentes, na medida em que houve um atraso no diagnóstico das patologias em geral (ou ainda nem foram feitos), com a prevenção e acompanhamento das doenças crônicas sendo negligenciados por uma proporção significativa da população.

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