O que podemos e devemos aprender com Simone Biles?

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“Tenho que colocar minha saúde mental como prioridade. Não vejo problema em desistir de grandes competições para focar em você porque mostra força como competidora e como pessoa”

Simone Biles é, para muitos, a maior atleta da ginástica de todos os tempos. Vencedora de sete campeonatos nacionais (americanos), dezenove campeonatos mundiais, sete medalhas olímpicas (quatro de ouro, três de prata e duas de bronze), a americana, nascida em 14 de março de 1997 na cidade de Columbus, Ohio, Estados Unidos, é hoje uma unanimidade quando se pensa em dedicação, perseverança, e alto desempenho. Isso pode ser visto claramente em uma entrevista dada pela atleta para os canais olímpicos antes das Olimpíadas de Tóquio.

Entretanto, nem tudo são flores. Estudos recentes já apontam para altas taxas de transtornos mentais em atletas de elite, chegando a números expressivos de 19% de abuso de álcool e 34% de transtornos depressivos e/ou ansiosos em competidores de alto desempenho atuais (meta-análise de Gouttebarge et al.). O mesmo pode ser visto em diversas outras profissões, as quais exigem altas horas de trabalho, ausência de casa e da família, negação de suas dores e dificuldades, sempre em prol da famigerada “excelência”, seja de desempenho esportivo, financeiro ou profissional de qualquer espécie. Médicos trabalham em média 52 horas semanais, muitas vezes sem garantias trabalhistas e com altas doses de pressão emocional. Jovens empreendedores de startups são estimulados muitas vezes ao uso de psicoestimulantes para ficarem mais produtivos, além de negarem suas dores para conseguirem crescer no mundo dos negócios.

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O que podemos e devemos aprender com Simone Biles?

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O caso de Simone Biles

O que já seria difícil para qualquer profissional de elite, imagine em uma situação ainda mais vulnerável: mulher, negra e vítima de abuso sexual na infância. Mulheres apresentam maiores taxas de depressão e ansiedade ao longo da vida quando comparadas aos homens. Indivíduos vítimas de abusos sexuais tentem a apresentar maiores taxas de suicídio e transtornos mentais ao longo da vida; e novos estudos sugerem que enquanto o número de suicídios não mudou e até diminuiu em alguns locais durante a pandemia por Covid-19, houve uma tendência de aumento em pessoas negras em alguns estados americanos. Tal é a perspectiva de Simone Biles. 

Ao decidir que não iria competir em duas finais nas Olimpíadas, Simone chocou o mundo. Alguns tabloides importantes chegaram a afirmar que a competidora “deu um passo atrás” para cuidar de si. O passo atrás seria mostrar sua vulnerabilidade para todo o mundo. Ou seria um passo à frente? Enquanto estamos aqui, discutindo o passo de uma medalhista olímpica, a depressão torna-se a principal causa de incapacidade em todo o mundo. Trabalhadores anônimos largam seus empregos e, por vezes, suas famílias, para garantir o básico do sustento. Outros profissionais de classe média, com o sonho de subir de vida, se sacrificam e se anulam em prol de um objetivo maior, a “conquista”. Vidas são desperdiçadas ao longo de uma existência de sobrevivência; negando as próprias dores e, consequentemente, a própria humanidade.

Atenção para a saúde mental

Evitar doenças psíquicas emergentes como o burnout exige um trabalho conjunto, de autoridades públicas e privadas. Entretanto, cabe-nos aqui uma reflexão individual, da necessidade de olhar para dentro de si para sermos realmente livres para gerir as nossas próprias vidas. Isso pode gerar grandes atitudes, como a de Simone Biles, mas, principalmente, pode e deve nos gerar pequenas atitudes de renúncias externas com o objetivo de acender a chama de nossa verdade interior e de nossas reais necessidades.   

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Referências bibliográficas:

 

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