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Obesidade está associada a sintomas mais intensos no lúpus eritematoso sistêmico

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A obesidade pode desencadear diversas outras doenças, além de reduzir a qualidade de vida do paciente. Em novo artigo do Arthritis Care & Research, pesquisadores tentaram determinar se a obesidade em mulheres com lúpus eritematoso sistêmico (LES) está associada a piores desfechos relatados pelos pacientes.

Para isso, foi realizado um estudo prospectivo de 148 mulheres adultas com LES. Duas definições foram estabelecidas para obesidade: IMG ≥ 13 kg/m² e IMC ≥ 30 kg/m². As participantes relataram os desfechos da doença através de três relatórios: atividade da doença pelo Questionário de Atividade Sistêmica Lúpica (QASL), sintomas depressivos pela Escala de Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos (CES-D), dor e fadiga pelo Questionário de Qualidade da Vida SF-36.

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Entre as participantes, 32% foram consideradas obesas. No modelo de regressão multivariada, a obesidade foi associada a pontuações piores em todos os questionários. Em média, os escores para QASL e CES-D foram de 14,8 para obesos versus 11,1 para não-obesos (p = 0,01) e 19,8 versus 13,1 (p <0,01), respectivamente. O grupo obeso também relatou pontuações piores para dor (38,7 versus 44,2; p <0,01) e fadiga (39,6 versus 45,2; p = 0,01).

Pelos achados, os pesquisadores concluíram que a obesidade foi associada independentemente a piores desfechos relatados pelos pacientes com LES, incluindo atividade da doença, sintomas depressivos e de dor e fadiga.

Mudanças nos ritmos alimentares podem influenciar na obesidade

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

  • Patterson, S. L., Schmajuk, G. , Jafri, K. , Yazdany, J. and Katz, P. (2018), Obesity Independently Associates with Worse Patient‐Reported Outcomes in Women with Systemic Lupus Erythematosus. Arthritis Care Res. Accepted Author Manuscript. doi:10.1002/acr.23576

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