Paciente cirúrgico e Covid-19: é possível um fluxo seguro?

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Quase um ano após o seu início, com o primeiro caso confirmado no Brasil em 26 de fevereiro de 2020, a SARS-CoV-2 já acumula mais de 200 mil mortes, e, apesar da vacinação ter se iniciado ainda no mês de janeiro, o fim da pandemia parece estar longe de chegar.

Como então garantir o tratamento adequado para aqueles pacientes portadores de outras patologias, que necessitam serem submetidos a um procedimento cirúrgico?

Como garantir um tratamento adequado para aqueles pacientes que necessitam de procedimento cirúrgico, com os riscos de Covid-19?

Segurança de paciente cirúrgico e Covid-19

Visando a segurança de pacientes e profissionais de saúde, disponibilidade de leitos e até mesmo de EPI’s, as cirurgias consideradas eletivas (quando o procedimento pode ser adiado em até um ano) foram suspensas pela ANS durante o pico da pandemia e as cirurgias time-sensitive (aquelas em que um atraso acima de uma a seis semanas para a realização de uma avaliação, pode afetar negativamente os resultados ou o prognóstico do paciente) passaram por diversas considerações para serem realizadas.

Entretanto, no final de maio, a Anvisa publicou a Nota Técnica 6/2020 liberando os procedimentos eletivos, de acordo com a situação epidemiológica de cada região e divulgando novas orientações para os profissionais de saúde.

As sociedades médicas e de enfermagem, presentes em todo Brasil, passaram a divulgar manuais que contemplam orientações, que vão desde biossegurança em situações de risco para aerolização, até direcionamentos para que os procedimentos cirúrgicos sejam feitos de forma minimamente invasiva, uma vez que, segundo especialistas, as cirurgias de forma geral, além de causar um comprometimento imediato na função imunológica dos pacientes, podem também induzir precocemente uma resposta inflamatória sistêmica.

Com isso, iniciou-se uma corrida contra o tempo dentro das instituições hospitalares que tiveram suas receitas drasticamente reduzidas, principalmente no âmbito privado, para que estas se adequassem a nova realidade e pudessem oferecer um serviço seguro e de qualidade.

Para que os serviços de saúde possam manter um atendimento cirúrgico saudável, é necessária a estruturação de fluxos de circulação bem definidos e protocolos internos alinhados entre as diferentes áreas. Um protocolo deve ser implementado abordando a preparação pré-operatória, o gerenciamento intraoperatório e a vigilância pós-operatória, com o intuito de evitar complicações e garantir a segurança dos pacientes e da equipe de saúde.

No contexto pré-operatório muitas instituições têm adotado a realização do exame de RT-PCR até três dias antes do procedimento cirúrgico. Além disso, quando o exame físico não é um dos principais contribuintes para a tomada de decisão clínica, a teleconsulta tem sido uma grande aliada, principalmente para a realização de avaliação pré-anestésica.

É importante também que o cirurgião forneça ao paciente informações detalhadas sobre a cirurgia, os benefícios esperados, tratamentos alternativos e as consequências de não realizá-la, sendo necessário um termo cirúrgico exclusivo para os pacientes que realizarem a cirurgias durante a pandemia de Covid-19.

No intraoperatório, observa-se a necessidade de manter rigorosas orientações quanto ao uso de EPI’s e, sempre que o caso permitir, orienta-se optar pela cirurgia laparoscópica, já que a operação aberta aumenta consideravelmente a emissão de partículas em aerossol e o tempo de internação.

Já para o período pós-operatório, muitos hospitais têm realizado teleconsultas a fim de monitorar seus pacientes, visando verificar a efetividade dos protocolos instituídos e assegurar-se de que não houve contaminação no ambiente intra-hospitalar.

Todas essas orientações e estratégias visam um fluxo seguro, sustentabilidade econômica e a saúde de pacientes e da equipe multidisciplinar. Uma vez que a pandemia de Covid-19 não tem previsão para acabar, as palavras-chave no momento são: segurança e adaptação.

Referências:

 

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