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mulher com bebê com infecções respiratórios no colo

Por que os bebês são mais propensos a desenvolverem infecções e insuficiências respiratórias?

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As infecções de vias aéreas são as principais causas de hospitalizações nos primeiros anos de vida, principalmente quando as doenças respiratórias estão associadas aos quadros de pneumonia. São responsáveis por mais de 20% da taxa de mortalidade em crianças de menores de cinco anos.

O principal responsável por esses casos, em lactentes, é o Pneumococo, seguido de outros agentes etiológicos como Staphylococcus aureus, Moraxella catarrhalis, Haemophilus, Vírus Sincicial Respiratório (VRS), e outros.

Diante da alta taxa de incidência das infecções respiratórias em bebês é imprescindível que a equipe de enfermagem saiba avaliar e cuidar de lactentes nessas condições. Mas você sabe por que eles estão mais propensos a desenvolverem as infecções respiratórias?

Infecções respiratórias em lactentes

Os lactentes possuem particularidades anatômicas e fisiológicas do trato respiratório que os predispõem a infecções respiratórias com maior frequência, quando comparamos com crianças maiores, e podem desenvolver quadros de insuficiência respiratória.

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Particularidades anatômicas e fisiológicas dos lactentes:

  1. Os lactentes até os seis meses possuem respiração nasal. Dessa forma, qualquer condição que acarreta obstrução das vias aéreas superiores dificultam a entrada de ar para os pulmões.
  2. O fato de respirarem mais rápido naturalmente e possuírem musculatura respiratória menos desenvolvida predispõem com maior frequência a fadiga respiratória.
  3. As vias aéreas dos lactentes são menores e mais curtas. Dessa forma, patologias respiratórias que reduzem o diâmetro das vias aéreas, mesmo que minimamente, estão relacionadas a um aumento do trabalho respiratório e da resistência ao fluxo de ar.
  4. A língua dos lactentes é maior e ocupa uma maior parte da cavidade oral, em comparação com crianças maiores. Isso significa que, caso ocorra perda do tônus muscular e queda de língua, ocorre obstrução grave de via aérea em lactentes.
  5. As crianças possuem a laringe em formato de funil, diferente dos adolescentes e adultos, que possuem a laringe em formato cilíndrico. Em quadros de laringites agudas, ocorre um aumento importante da resistência ao fluxo de ar nesta região e, pode ocorrer insuficiência respiratória aguda,
  6. A epiglote dos lactentes é mais longa, flácida e possui formato de “U” ou “V”. Nesse sentido, o formato da epiglote, juntamente com a projeção da região posterior da língua, ocorre um estreitamento da retrofaringe e a resistência ao fluxo de ar fica aumentada. Quadros de epiglotite, que cursam com edema e inflamação dessa região, favorecem a instalação de insuficiência respiratória aguda e grave.
  7. A composição cartilaginosa dos ossos e a musculatura respiratória pouco desenvolvida resulta em uma caixa torácica mais complacente nos lactentes. Dessa forma, eles necessitam realizar um maior esforço respiratório, para gerar volume corrente adequado.
  8. Os recém nascidos e lactentes possuem os arcos costais mais horizontais e a caixa torácica arredondada. Esses aspectos dificultam a dinâmica respiratória devido a menor elevação das costelas durante a contração da musculatura intercostal.
  9. O posicionamento do diafragma também possui inserção mais alta e mais horizontal. Nesse sentido, a movimentação da musculatura diafragmática é mais limitada e a expansibilidade da caixa torácica não ocorre como em adultos.
  10. A taxa metabólica é maior em lactentes e, consequentemente, o consumo de oxigênio também. Entretanto, estão mais susceptíveis a desenvolverem hipóxia e hipoxemia, uma vez que a capacidade residual funcional é menor, bem como as reservas de oxigênio.

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Autor:

Referências bibliográficas:

  • Matsumo AK. Insuficiência respiratória aguda na criança. Revista de Medicina (Ribeirão Preto), n. 45, v.2, pg. 168 – 184, 2012.
  • Brasil. Ministério da Saúde. Manual Aidpi Criança: 2 meses a 5 anos [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde, Fundo das Nações Unidas para a Infância. – Brasília: Ministério da Saúde, 2017.
  • Rodrigues JC, Filho LVRFS. Pneumonias Agudas na Criança. Revista Atualize-se. Sociedade Pediatria de São Paulo, nª5, 2016.

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