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Pós-graduação e mercado de trabalho: as opções do enfermeiro depois da formatura

Tempo de leitura: 3 minutos.

Terminado o curso de graduação, o enfermeiro tem três possibilidades de escolha: inserção direta no mercado de trabalho, ingresso em curso de pós-graduação stricto sensu ou pós-graduação lato sensu. O primeiro passo necessário para responder essa dúvida é conhecer o que significa cada uma dessas opções e o que elas oferecem.

Pós-graduação stricto sensu

A pós-graduação stricto sensu corresponde aos cursos de mestrado e doutorado. O enfermeiro pode fazer nessa ordem ou então seguir para o chamado doutorado direto, onde o interessado ingressa no curso de doutorado sem a necessidade do diploma de mestre. Ambos os cursos são destinados ao conhecimento aprofundado de um assunto estrito, utilizando metodologia científica para a construção desse conhecimento. São cursos que favorecem o desenvolvimento das competências necessárias para a realização de pesquisas científicas.

Para quem se interessa pela docência do ensino superior, essa é uma opção interessante, pois instituições de ensino superior (IES) precisam atender ao requisito de ao menos 30% do corpo docente de mestres e doutores. O curso de mestrado deve ser concluído em até 24 meses, o de doutorado em até 48 meses. As IES, que oferecem a modalidade de doutorado direto, costumam permitir sua conclusão em até 60 meses.

Pós-graduação lato sensu

A pós-graduação lato sensu, cujo significado é amplo sentido, tem finalidade de oferecer formação técnico-científica sobre uma determinada grande área do conhecimento, como pediatria, obstetrícia ou controle de infecção hospitalar, etc. Para enfermeiros, há três oportunidades principais: o MBA significa (Master of Business Administration), especialização e residência:

  • A especialização é um curso com carga horária mínima de 360 horas totais. O objetivo é fornecer arcabouço teórico sobre uma determinada área do conhecimento do profissional;
  • O MBA, apesar do nome, no Brasil é classificado como um curso de especialização, cujo objetivo é oferecer formação teórica na área da administração. Bem como a especialização, no Brasil tem carga horária mínima de 360 horas totais;
  • A residência pode ser uni ou multiprofissional, essa última amparada pela lei 11.129/2005, cujo principal foco é a formação teórico-prático dos estudantes. Tem carga horária mínima de 5760 horas, distribuídas em dois anos, o que totaliza uma carga horária semanal de 60 horas. Ainda segundo essa lei, 80% dessa carga horária deve ser prática e 20% teórica/teórica-prática. Possibilita o desenvolvimento de competências técnicas, além da imersão no mundo da especialidade escolhida. Por outro lado, a residência multiprofissional exige dedicação exclusiva. Vale ressaltar que, apesar da grande diferença de carga horária e de enfoques, o título que a residência confere é do mesmo grau do título que a especialização confere.

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Inserção direta no mercado de trabalho

Além dessas possibilidades apresentadas, o enfermeiro pode entrar para o mercado de trabalho sem passar pelas opções anteriores ou concomitantemente (com exceção da residência). Entretanto, tal opção tende a exigir maior esforço e dedicação do enfermeiro para suprir as dificuldades e inseguranças comuns em recém-formados, em especial da área de saúde.

Para fazer a melhor escolha, o enfermeiro deve estabelecer quais são suas metas profissionais a curto, médio e longo prazos e analisar qual opção oferece resultados mais próximos aos seus objetivos e metas. Além disso, deve fazer uma análise de adequação do perfil pessoal para cada uma das possibilidades apresentadas ao final da graduação.

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Referências: 

  • Botti SHO, Rego S. The teaching-learning process in medical residency. Revista Brasileira de Educação Médica 2010; 34 (1) : 132–140;
  • Brasil. Lei n° 11.129 de 30 de junho de 2005. Institui a Residência em Área Profissional de Saúde e cria a Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde – CNRMS. Diário oficial da União 01 de julho de 2005;
  • Brasil. Portaria Interministerial nº1.077, de 12 de novembro de 2009. Institui a Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde – CNRMS. Diário oficial da união 13 de novembro de 2009;
  • Conselho nacional de educação (Brasil). Resolução 01, de 06 de abril de 2018. Estabelece diretrizes e normas para a oferta dos cursos p’os graduação lato sensu denominados cursos de pós-graduação, no âmbito do sistema Federal de ensino superior. Diário oficial da União 07 de abril de 2018;
  • Callegari Silva, J, Contim, D, Barduchi Ohl, RI, et al. Percepção dos residentes sobre sua atuação no programa de residência multiprofissional. Acta Paulista de Enfermagem 2015;28(2):132-138.

3 Comentários

  1. Avatar
    ERIKA CRISTINA OLIVEIRA DE ALMEIDA

    Quero ser vc quando crescer ! Acabei de me formar, sou técnica na área de pediatria, e ver um currículo como esse só me inspira. Obrigada pelas dicas.

  2. Avatar
    Cláudia Maria

    Bom dia ! gostei desta reportagem ! Sou graduada em enfermagem ! Quero seguir para uma pós graduação!

  3. Avatar
    Gabryela Lira Leandro

    É muito fácil escrever um texto relatando as “opções” de um enfermeiro recém-formado. Porque não publica as dificuldades para se inserir no mercado de trabalho, a cada entrevista que você vai é dispensada na primeira etapa porquê você não tem uma experiência mínima para trabalhar ou fazer uma pós é super fácil porque é acessível a todo mundo, muito fácil falar pra que não vive nessa realidade! É uma área muito difícil pra trabalhar, estou a 1ano e meio formada, tenho coren , fiz tudo o que se podia fazer dentro de uma faculdade desde monitoria até apresentação de trabalhos em congressos e não me serve de nada!!!! Uma boa área pra que tem possibilidade de ficar desempregada ou quem conhece quem já trabalha, agora pra você ir entregando currículo de hospital em hospital é muito frustante!!!!!!

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