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Um estudo realizado por uma equipe internacional de 116 países do COVIDSurg Collaborative, liderada por cientistas da Universidade de Birmingham, mostrou o impacto positivo da vacinação contra a Covid-19 em pacientes submetidos a cirurgias eletivas na prevenção de óbitos relacionados ao novo coronavírus. 

O levantamento global, considerado o maior estudo internacional sobre cirurgia do mundo, incluiu os pesquisadores da Rede Ebserh/MEC que atuam no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh/MEC) e foi financiado pelo National Institute for Health Research (NIHR). 

Saiba mais: Avaliação do risco cirúrgico em pacientes vacinados contra Covid-19 e cirurgias eletivas

cirurgias eletivas

Resultados

Analisando dados de 141.582 pacientes de 1.667 hospitais em 116 países, incluindo Austrália, Brasil, Reino Unido, China, Índia e Estados Unidos, foi descoberto que entre 0,6% e 1,6% dos pacientes desenvolvem infecção por Covid-19 após alguma cirurgia eletiva. Aqueles que desenvolveram infecção pela doença apresentaram risco de óbito entre quatro e oito vezes maior nos 30 dias após a cirurgia. 

Pacientes idosos, acima de 70 anos, submetidos à cirurgia de câncer, por exemplo, geralmente teriam uma taxa de mortalidade de 2,8%. No entanto, essa taxa aumenta para 18,6%, caso seja desenvolvida a infecção por Covid-19. 

Com base nos altos riscos que os pacientes cirúrgicos enfrentam, os pesquisadores calculam que a vacinação de pacientes cirúrgicos têm maior probabilidade de prevenir óbitos relacionados à Covid-19 do que as vacinas administradas à população em geral, particularmente entre idosos e submetidos à cirurgia de câncer. 

No geral, o levantamento estima que a priorização global da vacinação pré-operatória para pacientes eletivos poderia evitar mais 58.687 óbitos relacionados à Covid-19 em apenas um ano. 

De acordo com os autores, esses dados podem ser particularmente importantes para países de baixa e média renda, onde é improvável que medidas de mitigação, como triagem de swab nasal e vias cirúrgicas sem Covid-19, que podem reduzir o risco de complicações relacionadas ao vírus, sejam universalmente implementadas. 

A vacinação também provavelmente diminuirá as complicações pulmonares pós-operatórias, reduzindo o uso de terapia intensiva e os custos gerais de saúde. 

“Muitos países, particularmente países de baixa e média renda, não terão acesso generalizado às vacinas da Covid por vários anos. Embora o fornecimento de vacinas seja limitado, os governos estão dando prioridade à vacinação para grupos com maior risco de mortalidade por Covid-19. Nosso trabalho pode ajudar a informar essas decisões”, afirmou um dos autores do estudo, o pesquisador Aneel Bhangu, da Universidade de Birmingham. 

Durante a primeira onda da pandemia, o estudo estimou que até 70% das cirurgias eletivas foram adiadas, resultando em 28 milhões de procedimentos adiados ou cancelados em todo o mundo. 

Os volumes de cirurgia começaram a se recuperar em muitos países, embora a interrupção contínua possa se prolongar ao longo de 2022, caso os países passem por novas ondas da doença. 

Leia também: Retomada das cirurgias eletivas x Covid-19: o que é preciso saber?

O co-autor Dmitri Nepogodiev, da Universidade de Birmingham, destacou que recomeçar as cirurgias eletivas deveria ser uma prioridade global. “Mais de 15 mil cirurgiões e anestesistas de 116 países se reuniram para contribuir para esse estudo, tornando-o a maior colaboração científica de todos os tempos. É crucial que as organizações internacionais e governantes dos países utilizem esses dados para apoiar um reinício seguro das cirurgias eletivas”, concluiu o pesquisador.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED 

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