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Recomendações para a avaliação do condicionamento cardiorrespiratório durante a prática clínica

Diversos estudos revelam que baixos níveis de condicionamento cardiorrespiratório estão associados a um elevado risco de doenças cardiovasculares, mortalidade por todas as causas, além de taxas de mortalidade atribuídas a vários tipos de neoplasias, especialmente câncer de mama e câncer do trato digestivo/cólon.

Evidências epidemiológicas e clínicas demostram que o condicionamento cardiorrespiratório é considerado um preditor de mortalidade potencialmente mais forte do que fatores de risco estabelecidos, tais como tabagismo, hipertensão, colesterol alto e diabetes mellitus tipo II. Destaca-se que a melhora no condicionamento cardiorrespiratório está associada com uma redução no risco de mortalidade.

Neste contexto, uma recente publicação da American Heart Association revisou os conhecimentos atuais relacionados ao condicionamento cardiorrespiratório e os desfechos de saúde.

Essa ampla revisão sugeriu a adição do condicionamento cardiorrespiratório para a classificação de risco no manejo do paciente e incentivou diversas estratégias para reduzir o risco cardiovascular.

As recomendações gerais para a avaliação do condicionamento cardiorrespiratório durante a prática clínica foram:

  1. No mínimo, todos os adultos devem ter o condicionamento cardiorrespiratório estimado a cada ano durante seus exames anuais de saúde;
  2. Idealmente, todos os adultos devem ter o condicionamento cardiorrespiratório estimado usando um teste máximo, se possível usando teste de esforço cardiopulmonar, em uma base regular semelhante a outros serviços preventivos. A idade da primeira avaliação e o cronograma de acompanhamento ainda não foram estabelecidos. No entanto, os pacientes com maior risco de doenças cardiovasculares devem realizar a avaliação precocemente e devem ser mais frequentemente avaliados do que os pacientes que não apresentam esse perfil;
  3. Os adultos com doença crônica devem ter a avaliação do condicionamento cardiorrespiratório com um pico ou teste de esforço cardiopulmonar limitado por sintomas.

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Referências:

  • Ross R, Blair SN, Arena R, Church TS, Després J-P, Franklin BA, et al. Importance of Assessing Cardiorespiratory Fitness in Clinical Practice: A Case for Fitness as a Clinical Vital Sign: A Scientific Statement From the American Heart Association [Internet]. Circulation. 2016. Available from: https://circ.ahajournals.org/lookup/doi/10.1161/CIR.0000000000000461

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