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A crescente disponibilidade de tomografia computadorizada (TC) na avaliação de pacientes com traumatismo contuso inaugurou uma nova era, na qual os médicos estão diagnosticando muitas mais lesões do que no passado. Embora algumas dessas lesões possam levar a um efeito significativo no atendimento do paciente, a detecção de outras lesões menores pode levar a uma cascata de custos crescentes de atendimento com hospitalizações desnecessárias para o monitoramento.

As costelas são estruturas que, apesar de claramente visíveis à radiografia e TC, frequentemente deixam de ser examinadas pelo radiologista. Neste contexto, um estudo publicado no American College of Emergency Physicians foi realizado com o objetivo de caracterizar fraturas de costela e suas implicações clínicas nos protocolos atuais que frequentemente incorporam TC de tórax.

Dos 8.661 pacientes que tiveram radiografia de tórax e TC de tórax, 2.071 (23,9%) apresentaram fratura de costela e as fraturas de costela foram observadas na TC de tórax somente em 1.368 casos (66,1%). Os pacientes com fratura de costela apresentaram maiores taxas de admissão (88,7% versus 45,8%; diferença média: 42,9%; intervalo de confiança [IC] de 95%: 41,4% a 44,4%) e mortalidade (5,6% versus 2,7%; diferença média: 2,9%, IC 95%:1,8 % a 4,0%) do que os pacientes sem fratura de costela.

A mortalidade de pacientes com fratura de costela observada na TC de tórax não foi estatisticamente diferente dos pacientes com fraturas também observadas em radiografia de tórax (4,8% versus 5,7%; diferença média: 0,9%; IC 95%: 3,1% a 1,1%).

Em relação a mortalidade, os pacientes com primeira ou segunda fratura de costela apresentaram mortalidade significativamente maior (7,4% versus 4,1%; diferença média: 3,3%; IC 95%: 0,2% a 7,1%) do que os pacientes com fraturas de costelas 3 a 12.

Com base nos resultados, dois terços das fraturas de costela foram observados apenas na TC de tórax. Pacientes com fraturas nas costelas apresentaram maiores taxas de admissão e mortalidade versus aqueles sem fratura. Primeira ou segunda fratura de costela foram associadas com mortalidade significativamente maior e grande lesão vascular.

Esses dados podem ser utilizados em futuras diretrizes e recomendações em relação à admissão, monitoramento e protocolos de imagem de tórax para pacientes adultos com traumatismo contuso.

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Referências:

  • Murphy CE, Raja AS, Baumann BM, Medak AJ, Langdorf MI, Nishijima DK, et al. Rib Fracture Diagnosis in the Panscan Era. Ann Emerg Med. 2017 May 27. pii: S0196-0644(17)30431-6. doi: 10.1016/j.annemergmed.2017.04.011. [Epub ahead of print]
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2 comentários

  1. Tito Lívio de Barros e Souza

    Não li o artigo original. Indago se os pacientes ao realizarem RX de torax fizeram oblíqua anterior direita e esquerda.

    • A observação do colega é pertinente.Muito pouco provavel não descrever fraturas com radiografias em obliqua anterior direita e esquerda.Deus me acuda necessitatar de TC para esse diagnostico.