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Sífilis congênita em maternidade filantrópica do estado de Sergipe: ainda um desafio

DST – Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis
Sífilis congênita em maternidade filantrópica do estado de Sergipe: ainda um desafio
Izailza Matos Dantas Lopes, Adriana Dantas Lopes, Rafael Silva Santos, Sonia Oliveira Lima, Francisco Prado Reis
Vol 30 N2, 2018 – DOI: 10.5533/DST-2177-8264-201830202

RESUMO

Introdução:

A sífilis é uma doença bacteriana que tem como principais meios de contaminação a via transplacentária e a sexual. Sua alta prevalência na gestação no Brasil a torna um problema de saúde pública.

Objetivo:

Avaliar a positividade dos exames preconizados pelo Ministério da Saúde (MS) em filhos de mães (VDRL) positivo, mediante dados do ambulatório de sífilis congênita numa maternidade filantrópica de Aracaju (SE).

Métodos:

Observacional, longitudinal e descritivo, seguindo o protocolo do programa de eliminação de sífilis congênita do MS de 2006. Foram incluídos nascidos vivos de mães VDRL positivo, no período de janeiro de 2010 a dezembro de 2014. Na análise de dados, utilizou-se o SPSS versão 21.0.

Resultados:

Foram avaliados 428 recém-nascidos (RN); 395 realizaram radiografia de ossos longos, dos quais 7,3% tinham alterações radiológicas. O VDRL foi positivo no liquor em 2,7% e no sangue periférico em 70,3% deles. O teste da orelhinha e o exame de fundo de olho foram alterados em 3,0 e 2,5%, respectivamente. A chance de ter alterações ósseas foi maior naqueles que nasceram com peso entre 1 e 2,5 kg e naqueles que apresentaram sintomas de sífilis. A positividade do liquor foi maior naqueles que tinham alterações ósseas, eram sintomáticos e cujos parceiros não foram tratados. O tratamento materno diminuiu a chance de alterações ósseas nos bebês.

Conclusão:

O teste não treponêmico, o VDRL, em sangue periférico foi o mais significativo na identificação da transmissão vertical, correspondendo a 70,3% das amostras identificadas, sugerindo-se que sua utilização teve maior sensibilidade diagnóstica, tendo a radiografia de ossos longos, o teste da orelhinha e o exame de fundo de olho um papel complementar no rastreio dos filhos de mães VDRL positivo. Além disso, o acompanhamento ambulatorial dos pacientes foi estatisticamente significativo (p<0,01) para redução de morbimortalidade dos pacientes avaliados. Isso reforça a importância da manutenção das para manejo de sífilis congênita do MS, utilizadas na instituição na época do estudo, objetivando erradicar essa doença que ainda persiste apesar de quase sete décadas do uso da penicilina.

Esse resumo faz parte do artigo publicado no Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Para acessar gratuitamente a versão completa, clique aqui.

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