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Suplementação de Vitamina D reduz o risco de diabetes tipo 2?

Colunistas, Endocrinologia
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Tempo de leitura: 3 minutos.

A “vitamina” D é um hormônio implicado na regulação do metabolismo do cálcio e fósforo e, classicamente, desempenha funções protetoras no sistema músculo-esquelético. Entretanto, evidências sugerem que o seu benefício se estenda além da saúde óssea.

A insuficiência de vitamina D afeta parcela significativa da população mundial, em todas as etnias e grupos etários. Essa pandemia pode ser atribuída, principalmente, ao estilo de vida e a fatores ambientais que reduzem a exposição à luz solar, necessários para a produção de vitamina D induzida por raios ultra-violetas do tipo B (UVB) na pele.

A alta prevalência de insuficiência de vitamina D é um problema de saúde pública particularmente importante porque essa hipovitaminose parece estar implicada como um fator de risco independente para mortalidade na população geral. Acredita-se que níveis ótimos de Vitamina D poderiam ter um efeito protetor contra o câncer, quedas, doenças cardíacas e autoimunes, depressão e doenças metabólicas diversas, muitas associações das quais ainda não foram confirmadas.

A associação de hipovitaminose D e risco de doenças metabólicas, como o diabetes, tem sido explorada em estudos em animais e humanos. No entanto, muitos dos ensaios sobre o tema ainda são conflitantes, com resultados inconsistentes.

Saiba mais: Relação entre vitamina D e diabetes tipo 2: perguntas e respostas

Relação entre vitamina D e diabetes

Para elucidar parte desta questão, um grande ensaio clínico randomizado foi realizado. Era duplo-cego, controlado por placebo, cujos resultados foram recentemente divulgados e avaliou a segurança e eficácia da administração oral de vitamina D3 (colecalciferol) na prevenção do diabetes em adultos com alto risco para diabetes tipo 2.

Foram randomizados adultos que preenchiam pelo menos dois dos três critérios glicêmicos para pré-diabetes (glicemia de jejum de 100 a 125 mg/dL; glicose plasmática 2 horas após sobrecarga oral de glicose (TOTG de 75 g) de 140 a 199 mg/dL; e nível de hemoglobina glicada de 5,7 a 6,4%) e nenhum critério específico para o diagnóstico de diabetes, os quais receberam 4000 unidades/dia de vitamina D3 ou placebo, independentemente do nível sérico de 25-hidroxivitamina D no início do estudo. O desfecho primário nessa análise temporal foi o surgimento de diabetes de início recente.

Um total de 2423 participantes foi submetido à randomização (1211 para o grupo da vitamina D e 1212 para o grupo do placebo). No mês 24, o nível médio de 25-hidroxivitamina D no grupo da vitamina D passou de 27,7 (início do estudo) para 54,3 ng/mL, em comparação com 28,2 para 28,8 ng/mL no grupo placebo. Após um acompanhamento médio de 2,5 anos, o desfecho primário de diabetes ocorreu em 293 participantes no grupo da vitamina D e 323 no grupo do placebo (9,39 e 10,66 eventos por 100 pessoas-ano, respectivamente). A taxa de risco para o grupo vitamina D em comparação com o placebo foi de 0,88 (intervalo de confiança de 0,95%, 0,75 a 1,04; p = 0,12). A incidência de eventos adversos não diferiu significativamente entre os dois grupos.

Conclusões do estudo

Com base nesses resultados, indivíduos com alto risco de diabetes tipo 2 não selecionadas para insuficiência de vitamina D, a suplementação de vitamina D3 na dose de 4000 unidades/dia não resultou em um risco significativamente menor de diabetes que o placebo.

À despeito destes resultados, reforça-se que a “suficiência de Vitamina D” deva ser perseguida, com base nas Recomendações e Consensos recentes, visto que há benefícios potenciais deste hormônio em outros sistemas do corpo. 

Autor: 

Referências: 

  • Kheiri B et a. Vitamin D deficiency and risk of cardiovascular diseases: a narrative review. Clin Hypertens. 24: 9, 2018;
  • Pittas AG et al. Vitamin D Supplementation and Prevention of Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2019 Jun 7. [Epub ahead of print].

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