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Transtorno bipolar: estudo testa eficácia da AAS e minociclina

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Evidências sugerem que processos inflamatórios podem contribuir para o desenvolvimento de síndromes psiquiátricas. Pensando nisso, pesquisadores testaram a eficácia do AAS e da minociclina como terapia adjuvante para o transtorno bipolar. Os resultados foram publicados na Nature.

Para o presente estudo (randomizado, duplo-cego e controlado por placebo), foram selecionados 99 pacientes com depressão e transtorno bipolar. Os participantes foram randomizados para um de quatro grupos:

  1. Minociclina 100 mg duas vezes + AAS 81 mg duas vezes (M + A; n = 30);
  2. Minociclina + placebo (M + P; n = 18);
  3. Placebo + AAS (A + P; n = 19);
  4. Placebo + placebo (P + P; n = 28).

Marcadores inflamatórios foram avaliados no início e no final da intervenção, que durou 6 meses. A idade média dos pacientes foi de 40 anos e 75% eram mulheres. Os tratamentos em curso (antipsicóticos, estabilizadores de humor, antidepressivos e ansiolíticos) foram similares em todos os grupos.

Resultados

Em uma análise de dois grupos, o M + A apresentou uma taxa de resposta maior do que o grupo P + P (p = 0,034; OR = 2,93; NNT = 4,7). Quando todos os quatro braços foram incluídos na análise, houve um efeito mais forte do AAS na resposta ao tratamento que foi conduzida pelos grupos M + A e A + P (p = 0,019; OR = 3,67; NNT = 4,0).

Ter um nível mais alto de interleucina 6 (IL-6) no baseline foi associado a uma maior taxa de resposta à minociclina. Em comparação com controles não-bipolares, os participantes inicialmente apresentaram níveis elevados de um marcador de atividade de COX-1 (tromboxano B2; usado para medir a adesão à aspirina), que diminuiu com o uso do AAS.

Pelos achados, os pesquisadores concluíram que o ASS e a minociclina podem ser valiosas como tratamento adjuvante do transtorno bipolar. Estudos adicionais devem ser realizados para confirmar e ampliar esses resultados.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

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