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Tratamento com ondas de choque extracorpóreas nos distúrbios musculoesqueléticos

Tempo de leitura: 2 minutos.

A terapia por ondas de choques extracorpóreas foi originalmente desenvolvida para desintegrar cálculos urinários há 40 anos. Desde então, tem havido um progresso notável em relação ao conhecimento de seus efeitos biológicos e terapêuticos. O mecanismo de ação é baseado em ondas mecânicas acústicas que atuam nos níveis moleculares, celulares e teciduais para gerar uma resposta biológica.

Com eficácia em torno de 98% dos casos, o tratamento passou a ser o método ideal para o trato urinário devido à eficácia e ao menor risco, em comparação à cirurgia.

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Desde a década de 90, o tratamento por ondas de choque extracorpóreas é utilizado em ortopedia para o tratamento de várias doenças do sistema músculo-esquelético. O objetivo é estimular o processo de reparação e cicatrização nos tendões, nas junções miotendíneas e nos tecidos ósseos.

Indicações e tratamento

Descoberta na Alemanha, a técnica é utilizada em 37 países e considerada por alguns centros europeus como o melhor tratamento para tendinites do ombro, esporão de calcâneo, epicondilites e fraturas não consolidadas.

Indicações:

  • Esporão de calcâneo (fasciíte plantar);
  • Tendinite calcária de ombro;
  • Epicondilites lateral;
  • Pseudoartroses;
  • Bursite trocantérica;
  • Bursite retrocalcaneana;
  • Tendinite patelar;
  • Tendinopatia do Aquiles;
  • Exostose de Haglund;
  • Síndrome do supra espinhoso.

“Este é um método seguro e eficaz. O seu maior benefício é evitar a cirurgia, bem como os seus riscos associados a ela”, explica José Eid, ortopedista, especialista em cirurgias de joelhos e secretário geral da International Society for Medical Shockwave Treatment (ISMST).

Este procedimento apresenta alta eficácia terapêutica e baixo custo quando comparado com os procedimentos cirúrgicos realizados nos hospitais. O tratamento beneficia os pacientes devido aos efeitos colaterais desprezíveis e às mínimas complicações que acompanham o método não invasivo.

“A terapia por ondas tem transformado a forma de tratar algumas doenças na área de ortopedia e traumatologia, bem como nota-se uma aceitação cada vez maior desta nova técnica não invasiva dentro da comunidade dos cirurgiões ortopedistas”, afirma o especialista José Eid, que pratica o tratamento no Brasil desde 1998.

A maioria dos pacientes se beneficia do tratamento. Somente gestantes, pessoas com tumor na área e pacientes com coagulopatia severa não podem fazer uso dele.

A terapia é realizada, na grande maioria das vezes, em âmbito ambulatorial, sem a necessidade comumente de anestesia, com sessões realizadas em intervalos de dez dias e, dependendo do aparelho, necessita-se de três a cinco sessões.

“O importante é o diagnóstico adequado, a sua indicação precisa e o profissional médico treinado e habilitado para a realização do procedimento médico”, enfatiza o especialista. O custo-benefício também impressiona. O tratamento com o aparelho de ondas de choques extracorpóreas é sete vezes mais econômico do que o procedimento cirúrgico habitual.

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