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Tuberculose latente: qual opção de tratamento é mais eficaz?

Tempo de leitura: 2 minutos.

A tuberculose continua sendo mundialmente um importante problema de saúde, exigindo o desenvolvimento de estratégias para o seu controle. Diagnosticar e tratar de forma correta e prontamente os casos de tuberculose pulmonar são as principais medidas para o controle da doença.

É uma doença curável em praticamente 100% dos casos novos, sensíveis aos medicamentos antituberculose, desde que obedecidos os princípios básicos da terapia medicamentosa e a sua adequada operacionalização. O tratamento da infecção latente da tuberculose é um componente importante de seu controle. Uma atualização de uma metanálise em rede, publicada no início de agosto de 2017, confirmou a eficácia de vários regimes terapêuticos.

A busca bibliográfica foi conduzida até maio deste ano nas seguintes bases: Pubmed, Embase e Web of Science. Adicionalmente, foram consultados registros de ensaios clínicos e abstracts. Não foram realizadas restrições de idioma.

Foram incluídos ensaios clínicos randomizados que avaliaram os tratamentos da infecção latente da tuberculose e que avaliaram hepatotoxicidade e/ou prevenção da tuberculose ativa.

Oito artigos foram selecionados e utilizados para atualizar ou adicionar aos 53 estudos incluídos na revisão original. Quatro dos novos artigos continham dados sobre hepatotoxicidade e todos avaliaram o desenvolvimento de tuberculose ativa.

Em comparação ao placebo, a análise mostrou que os seguintes regimes são eficazes:

  • Regimes contendo isoniazida para 6 (odds ratio [OR]: 0,65; intervalo de credibilidade [ICr]: 0,50 a 0,83) ou 12 a 72 (OR: 0,50; ICr: 0,41 a 0,62) meses de duração;
  • Regimes de apenas rifampicina (OR: 0,41; ICr: 0,19 a 0,85);
  • Regimes de rifampicina-isoniazida de 3 a 4 meses (OR: 0,53; ICr: 0,36 a 0,78);
  • Regimes contendo pirazinamida: rifampicina-isoniazida-pirazinamida (OR: 0,35; ICr: 0,19 a 0,61) ou rifampicina-pirazinamida por 12 meses (OR: 0,53; ICr: 0,33 a 0,84).

Também foi observada a eficácia dos regimes semanais de rifapentina-isoniazida em comparação com nenhum tratamento (OR: 0,36; ICr: 0,18 a 0,73). Em relação ao status do HIV, este não demostrou efeito significativo na eficácia do regime.

Esta revisão confirma que os regimes recomendados atualmente são seguros e eficazes. O estudo mostrou, portanto, evidências para a eficácia e segurança da monoterapia com isoniazida, monoterapia com rifampicina e terapias combinadas com 3 a 4 meses de isoniazida e rifampicina.

Veja também: ‘Mitos e verdades sobre a vacinação’

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Referências:

  • Zenner D et al. Treatment of latent tuberculosis infection: An updated network meta-analysis. Ann Intern Med 2017 Aug 1; 167:248. (http://dx.doi.org/10.7326/M17-0609)

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