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Uma nova fronteira na Anestesiologia

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Atualmente, poucas novidades são acrescentadas na farmacologia da anestesiologia ano a ano. O lançamento de novas drogas anestésicas não acontece há algum tempo e, depois do aparecimento do propofol e do enflurano no final da década de 80, poucas drogas somaram-se ao arsenal do anestesiologista como indutores anestésicos.

Outros fármacos, como novos antagonistas do bloqueio muscular, novos anti-eméticos e etc, sempre renovam nossas alternativas em proporcionar conforto e segurança, mas de uma maneira geral, a indústria farmacêutica encontrou um ponto de estagnação na inovação farmacológica dedicada à Anestesiologia.

Entretanto, em paralelo, outras áreas da inovação como a genética e a nanotecnologia estão associando-se a grandes players de dados para criar drogas personalizadas e expandir a fronteira farmacológica dos insumos utilizados no dia a dia por anestesiologistas.

O mapeamento de genótipos de pacientes no momento pré-anestésico pode soar um pouco futurista demais, mas várias startups dentro e fora do Brasil estão empenhadas em minimizar o tempo necessário para esse tipo de exame e baixar o seu custo para menos de 10 dólares. Isso é mais barato que um hemograma completo atualmente.

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O objetivo constante da Anestesiologia é promover mais segurança a seus pacientes. Problemas de ordem genética que podem causar eventos adversos letais já são observados na especialidade e o mais conhecido deles é a Hipertermia Maligna, uma patologia autossômica dominante representada por uma resposta hipermetabólica muscular dos pacientes expostos a gases anestésicos. A incidência da ocorrência no mundo é de 1:50.000 anestesias e é potencialmente fatal.

Atualmente, a genética tem nos mostrado que pacientes com genótipo AA podem ter uma resposta menor aos efeitos de bloqueadores neuromusculares como o Rocurônio, outros com genótipo AG podem ter uma resposta exagerada, necessitando de atenção redobrada ao despertar e apresentando maior chance de complicações no pós-operatório imediato que podem ser fatais.

Como no resto da saúde das pessoas e na nossa vida profissional, as novidades tecnológicas que essas jovens empresas de tecnologia nos trazem vão impactar a maneira com que administramos fármacos em nossos pacientes, tirando uma venda que paira sobre nossos olhos e iluminando o foco de proporcionar mais assertividade ao submetermos nossos pacientes a procedimentos críticos.

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