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A vacinação durante a gravidez para prevenir a coqueluche infantil é realmente eficaz?

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Coqueluche, pertussis ou tosse convulsa é uma doença altamente contagiosa para crianças causada pelas bactérias gram-negativas Bordetella pertussisuma e parapertussis, que causa tosse violenta contínua e dolorosa. A patologia é prevenível por vacinação e pode afetar indivíduos de qualquer idade, mas é particularmente virulenta e com risco de vida em lactentes.

A vacinação de gestantes foi aprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), especialistas do Advsory Committe Immunizations Practices EUA (ACIP), do American College of Obstetricians and Gynecologist, da American Academy of Pediatricians dos EUA e do Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI).

A recomendação destas instituições é a vacinação de todas as gestantes com o componente pertussis (acelular), a partir da vigésima sétima semana até a trigésima sexta semana de gestação, podendo ser aplicada até 20 dias antes da data provável do parto. Quando uma gestante é vacinada com a dTpa, é oferecida proteção vacinal indireta para o bebê por meio da passagem de anticorpos maternos por via transplacentária para o feto.

A medida resulta na proteção do recém-nascido nos primeiros meses de vida até que complete o esquema vacinal contra a coqueluche no Calendário Nacional de Vacinação com a Pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus Influenzae tipo b e hepatite B) aos 2, 4 e 6 meses e reforço da DTP aos 15 meses e aos 4 anos.

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A eficácia da vacinação materna contra a coqueluche para proteger os recém-nascidos nos primeiros 2 meses de vida e no primeiro ano de vida para cada dose dTpa infantil foi avaliada em um estudo de coorte retrospectivo de crianças nascidas em Kaiser Permanente Northern California de 2010 a 2015.

Entre 148.981 recém-nascidos, a eficácia da vacina dTpa materna foi de 91,4% (intervalo de confiança [IC] de 95%: 19,5 a 99,1) durante os dois primeiros meses de vida e 69,0% (IC 95%: 43,6 a 82,9) durante todo o primeiro ano de vida.

A eficácia da vacina foi 87,9% (IC 95%: 41,4 a 97,5) antes dos lactentes terem qualquer dose da vacina, 81,4% (IC 95%: 42,5 a 94,0) entre as doses 1 e 2, 6,4% (IC 95%: -165,1 a 66,9) entre as doses 2 e 3, e 65,9% (IC 95%: 4,5 a 87,8) após os lactentes terem 3 doses.

O estudo concluiu que a vacinação dTpa materna foi altamente protetora contra a coqueluche infantil, especialmente nos primeiros 2 meses de vida. Mesmo após a dose de dTpa infantil, houve evidência de proteção adicional contra a vacinação dTpa materna durante o primeiro ano de vida.

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