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Vacinas de Covid-19: há uma esperança

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Doenças de massa costumam ser complexas e uma nova doença mudou o mundo este ano.  O SARS-CoV-2 veio trazendo uma complexidade, por conta do desconhecimento do comportamento da doença e de como seria seu tratamento. No início pensava-se que a doença possuía uma condição fisiopatológica, entretanto a doença se revelou em condição sistêmica. Já temos conhecimento sobre a doença, mas ainda estamos buscando um caminho mais sólido no tratamento e as tão aguardadas vacinas de Covid-19, esperança de todos no mundo para minimizar os impactos da pandemia.

No processo de constituição de um imunobiológico são estabelecidos vários critérios relativos à pessoa e ao ambiente que deve ser controlado. As vacinas, para serem eficazes, precisam ter critérios que devem considerar várias características, sejam elas relacionadas à substância e aquelas relacionadas com a resposta do organismo. Esses critérios melhoram a efetividade da vacina e as deixam mais seguras. Muitas estão em desenvolvimento, mas algumas já estão prontas e sendo levadas à população. Em condições naturais, o processo seria mais lento, respeitando a testagem populacional de forma criteriosa, mas no atual cenário já estão chegando à população.

As vacinas de Covid-19

Tipos diferentes de vacinas de Covid-19 estão sendo desenvolvidas. Podemos considerar as de vírus inativados ou enfraquecidos, que não causam a doença; as baseadas em proteínas, que utilizam fragmentos ou borda da proteína objetivando imitar o vírus, conferindo imunidade; vacinas de vetores virais, que usam vírus geneticamente modificado e produzem a proteína existente no vírus; e vacinas de RNA e DNA, geneticamente modificadas, e que prometem uma resposta imunológica segura.

Mesmo com a  esperança da população de que a vacina possa acabar com o vírus, esse não é o seu propósito. Ela confere imunidade, fazendo o organismo reconhecer o vírus e criar mecanismos de defesa intrínsecos mais eficazes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (WHO, 2020): profissionais de todo o mundo estão desenvolvendo e produzindo vacinas potenciais ao combate de Covid-19. Alguns países já começaram a se mobilizar para a distribuição em massa. A Inglaterra iniciou a imunização de 400 mil pessoas, que receberão duas doses da vacina, ou seja, 800 mil doses serão aplicadas. 

Já os Estados Unidos, no dia 14 de dezembro, iniciou a vacinação em massa, dando esperança aos americanos. Os profissionais da linha de frente serão os primeiros a receber a vacina, que depois priorizará os grupos de risco. Em menos de uma semana, as vacinas das empresas Pfize e BioNtech estarão em todos os estados americanos. A promessa das autoridades é que, até o final de dezembro, 40 milhões de doses sejam distribuídas nas diversas localidades, promovendo assim uma imunização de rebanho, o que traria a diminuição da circulação do vírus. A perspectiva é de que, em janeiro, chegue a 80 milhões de doses distribuídas.

Desenvolvidas em Michigan, nos Estados Unidos, as vacinas da Pfize e BioNtech prometem ser seguras. O maior desafio está no armazenamento, necessariamente refrigeradas a -70ºC. Outros países já aprovaram a vacinação em massa. O Reino Unido saiu na frente, mas Bahrein, Canadá, Arábia Saudita e o México já aprovaram a vacina da empresa Pfize. As vacinas das empresas Pfizer/ Biontech e Moderna estão na frente nos quesitos testagem, resultados de segurança e produção.

Pfizer/ Biontech/ Moderna

Desenvolvendo as vacinas de Covid-19 com a tecnologia do RNA mensageiro, os laboratórios da Pfizer/Biontech/Moderna estão revelando grande eficácia da proposta no combate ao novo coronavírus. Cabe ressaltar que a tecnologia ainda não tinha sido utilizada para um imunobiológico em tal proporção. Diferente das vacinas que buscam através de vírus vivo inativado levar resposta imune à população, nesta tecnologia existem fitas de instruções genéticas denominadas RNA mensageiro, com resposta de comando a célula. Elas produzem proteínas, de acordo com instruções genéticas que foram modificadas, e possuem relação com  antígeno-anticorpo. Não havendo, nesse caso, introdução do vírus inativado para reconhecimento do corpo, as proteínas são liberadas por nossas células, a partir de um comando modificado causado pelo RNA mensageiro.

Coronavac

No Brasil, o Instituto Butantan anunciou que a vacina CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, iniciou a produção com um regime de fabricação abrupto de 40 milhões de doses de vacinas já em janeiro. Outras seis milhões de doses chegarão a São Paulo importadas da China. O governo do estado aprovou e financiou tal proposta, indo contra o governo federal, que ainda não se posicionou sobre a escolha dos imunobiológicos. A CoronaVac apresenta estudos que garantem resposta imune e há profissionais de saúde participando da fase três dos testes da vacina, pelo instituto Butantan. 

Diferente das vacinas de Covid-19 desenvolvidas pela Pfize/Biontec e Moderna, a CoronaVac utiliza uma técnica conhecida na imunologia, do uso de vírus vivo inativo. É a mesma tecnologia utilizada pelas vacinas que combatem a gripe, a poliomielite e o sarampo. A experiência nesse tipo de produção contribui para as autoridades e a desvantagem é quanto a sua produção, que necessita de mais recursos para manter uma grande quantidade de vírus em laboratório no processo de inativação. O governo de São Paulo anunciou a vacinação em janeiro, mas aguarda a liberação da Anvisa.

Esperança

Muitos profissionais, governos  e empresas em todo mundo vêm buscando uma solução eficaz no combate ao coronavírus, que com um número de perdas lastimável modificou a relação de vivência no planeta. O desenvolvimento tecnológico em saúde também teve que rapidamente se adequar às novas realidades. O mundo não será o mesmo e espera-se na ciência a resposta para amenizar essa dor. Mesmo havendo interesse econômico na produção dos imunobiológicos, hoje além de medidas de distanciamento social e modificação do comportamento humano, vacinas são a única esperança para que a vida possa voltar parcialmente ao que era antes. Por isso, desejamos que a ciência vença essa batalha e que rapidamente possamos, com segurança, desfrutar do velho e bom contato com as pessoas que amamos.

Referências bibliográficas:

  • Guimaraes,R. Vacinas Anticovid: um Olhar da Saúde Coletiva. Ciênc. saúde coletiva , Rio de Janeiro, v. 25, n. 9, pág. 3579-3585, setembro de 2020.
  • Oliveira W.K et.al. Como o Brasil pode deter a COVID-19. Epidemiol. Serv. Saúde 29 (2) 27 Abr 2020.
  • Pimentel, R.M.M. et al . A disseminação da covid-19: um papel expectante e preventivo na saúde global. J. Hum. Growth Dev.,  São Paulo ,  v. 30, n. 1, p. 135-140, abr.  2020.   

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