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grupo de médicos olhando para um ECG

Vale a pena estratificar a síndrome coronariana aguda de baixo risco?

Em um novo estudo, publicado no JAMA Internal Medicine, pesquisadores realizaram uma análise para determinar se exames de imagem não-invasivos ou a angiografia coronária estão associados com alterações nas taxas de revascularização coronariana ou infarto agudo do miocárdio (IAM) em pacientes que apresentam à emergência com dor torácica de baixo risco.

Para isso, a análise de coorte retrospectiva utilizou dados de um banco nacional com um total de 926.633 pacientes, de 18 a 64 anos (57,9% mulheres), com dor torácica e sem diagnóstico inicial de isquemia aguda.

Os pacientes que fizeram exames (224.973) tiveram maior risco no baseline e apresentaram maior risco de admissão por IAM, em comparação com os que não receberam teste (701.660) (0,35% vs 0,14% aos 30 dias).

Após o ajuste para fatores de risco, o exame em 30 dias foi associado a um aumento significativo em angiografia coronariana (36,5 por 1.000 pacientes testados, IC de 95%, 21,0-52,0) e revascularização (22,8 por 1.000 pacientes testados, IC de 95%, 10,6-35,0) em 1 ano, mas não houve alteração significativa nas admissões por IAM (7,8 por 1.000 pacientes testados, IC de 95%, -1,4 a 17,0). O exame em 2 dias também foi associado a um aumento significativo na revascularização coronária, mas sem diferenças nas admissões por IAM.

Pelos resultados, os pesquisadores concluíram que a realização de exames em pacientes com dor torácica foi associado com um aumento em procedimentos desnecessários, sem benefícios adicionais.

Referências:

  • Sandhu AT et al. Cardiovascular testing and clinical outcomes in emergency department patients with chest pain. JAMA Intern Med 2017 Jun 26; [e-pub]. (https://dx.doi.org/10.1001/jamainternmed.2017.2432)

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