Pebmed - Notícias e Atualizações em Medicina
Cadastre-se grátis
Home / Colunistas / Vírus herpes simples (HSV): um caso de infecção congênita
médico escrevendo relato de caso de herpes congênita, prontuário e estetoscópio em foco na frente das mãos do médico

Vírus herpes simples (HSV): um caso de infecção congênita

Acesse para ver o conteúdo
Esse conteúdo é exclusivo para usuários do Portal PEBMED.

Para continuar lendo, faça seu login ou inscreva-se gratuitamente.

Preencha os dados abaixo para completar seu cadastro.

Ao clicar em inscreva-se, você concorda em receber notícias e novidades da medicina por e-mail. Pensando no seu bem estar, a PEBMED se compromete a não usar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Inscreva-se ou

Seja bem vindo

Voltar para o portal

Classicamente, as infecções do grupo TORCH incluem:

  • Toxoplasmose;
  • “Outras infecções”;
  • Rubéola;
  • Citomegalovírus (CMV);
  • Vírus herpes simples (HSV).

A infecção perinatal adquirida pelo HSV apresenta-se classicamente em três formas:

  • Doenças da pele, olhos e boca;
  • Encefalite;
  • Doença disseminada.

Recentemente, Haffner, O’Connor e Zempel publicaram, no jornal Pediatric Neurology, um caso raro de infecção congênita por HSV.

Relato de caso de herpes congênita

  • Bebê prematuro, 34 semanas e 5 dias de idade gestacional estimada;
  • Prematuridade secundária a ruptura prematura de membranas;
  • A história pré-natal não era notável, havendo sorologias negativas, incluindo HSV e varredura anatômica normal com 20 semanas de gestação;
  • Na sala de parto, foram observadas lesões vesiculares que desapareceram rapidamente, evoluindo para placas eritematosas. O bebê exibia movimentos mioclônicos;
  • Quando um eletroencefalograma (EEG) foi realizado, os movimentos mencionados acima não apresentaram correlação eletrográfica. A criança estava em estado epilético, que foi tratado com midazolam;
  • O exame oftalmológico revelou coriorretinite;
  • A ressonância magnética (RM) demonstrou encefalomalácia cística grave com panventriculomegalia maciça e perda quase completa do parênquima cerebral e cerebelar;
  • As reações em cadeia da polimerase (PCR) da nasofaringe e do líquido cefalorraquidiano foram positivas para o HSV-2. As amostras ocular, retal e sanguínea foram negativas;
  • O exame patológico da placenta foi positivo para HSV-1 e -2;
  • Foi iniciado aciclovir 60 mg/kg/dia para tratamento do lactente;
  • O bebê evoluiu para insuficiência respiratória, insuficiência adrenal central e Síndrome da secreção inapropriada de hormônio antidiurético (syndrome of inappropriate secretion of antidiuretic hormone – SIADH).
  • Os cuidados foram redirecionados para medidas de conforto no quinto dia da vida. No entanto, a criança evoluiu rapidamente para óbito.

O que fazer?

Com este relato, os autores destacam que, mesmo com a ausência de histórico materno do HSV, é necessário um alto índice de suspeita para iniciar imediatamente o tratamento com aciclovir, a fim de otimizar os resultados.

Embora o tratamento não reverta complicações neurológicas já instaladas, pode impedir a progressão da doença naqueles apenas com envolvimento cutâneo.

Autor:

Referência bibliográfica:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

×

Adicione o Portal PEBMED à tela inicial do seu celular: Clique em Salvar na Home Salvar na Home e "adicionar à tela de início".

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.