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médicos dando as mãos ao lado do símbolo de prevenção do HIV

Você pode ajudar a reduzir os índices de infecção por HIV no Brasil

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Tido como uma referência no cuidado dos pacientes de HIV/Aids, o Brasil passa por um momento delicado no que diz respeito ao manejo da infecção. Um relatório divulgado recentemente pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) faz um alerta grave sobre a situação do Brasil no que diz respeito às novas infecções pelo vírus HIV: na contramão do resto do mundo, que vem declinando, o país apresentou um aumento de 21% entre 2010 e 2018.

Uma alternativa para evitar as infecções pelo HIV 

Para conseguir reverter esse índice, é essencial que toda a sociedade se envolva no combate e prevenção ao HIV/Aids.

A meta 90-90-90

Em 2014, o documento conhecido como a Declaração de Paris, estabeleceu a meta 90-90-90. Ela propõe, basicamente que:

  • Até 2020, 90% de todas as pessoas vivendo com HIV saberão que têm o vírus;
  • Até 2020, 90% de todas as pessoas com diagnóstico de infecção pelo HIV receberão terapia antirretroviral de modo contínuo;
  • Até 2020, 90% de todas as pessoas recebendo terapia antirretroviral terão supressão viral.

O objetivo dessa meta é intensificar os cuidados com o tratamento do HIV, atraindo mais recursos às ações necessárias para que cada uma das metas seja alcançada. Os modelos matemáticos sugerem que essa estimativa de supressão viral proporcionará o fim da epidemia de AIDS até 2030.

O tratamento para o HIV traz mais benefícios²

Iniciar o tratamento adequado, o mais precocemente possível, é fundamental para evitar o desenvolvimento da AIDS, prevenindo diversas doenças oportunistas e a morte. Uma análise cuidadosa permite perceber que o tratamento proporciona:

  • A prevenção de doenças relacionadas ao HIV;
  • Expectativa e qualidade de vida quase similar ao de pessoas não infectadas;
  • A prevenção de novas infecções pelo HIV.

Veja o perfil do paciente que precisa de mais atenção na prevenção ao HIV

A prevalência do HIV no Brasil

A prevalência global de infecção pelo HIV no Brasil é de 0,4%. Entretanto, essa prevalência entre pessoas com mais de 18 anos é significativamente maior entre alguns grupos de risco:³

  • 4,9% entre mulheres profissionais de sexo (2010);
  • 5,9% entre pessoas que usam drogas (exceto álcool e maconha) (2013);
  • 15,0% entre gays e homens que fazem sexo com homens – HSH (2015);
  • 31,2% entre mulheres trans (2016).

Nos Estados Unidos, o Centro de Controle de Doenças (CDC) estima que o risco de um HSH ser infectado pelo HIV é 79 vezes maior que o de um heterossexual. Mais especificamente, um homossexual negro tem 50% de chances de se infectar durante a vida.

Essas taxas sugerem que novas estratégias de prevenção necessitam ser implementadas para redução do risco de infecção destes grupos.

Quantos às metas 90-90-90, até 2018 o Brasil apresentou o seguinte resultado:¹

  • 85% de pessoas que vivem com HIV sabem que têm o vírus;
  • 77% de pessoas vivendo com HIV que conhecem seus status e estão em tratamento;
  • 94% de pessoas que vivem com HIV e estão em tratamento suprimiram suas cargas virais.

Isso mostra que o acesso ao tratamento, área em que o país é referência, realmente se destaca, mas nas outras áreas ainda há bastante a ser feito.

Como mudar as estatísticas?

Por um lado, é preciso aumentar a conscientização no que diz respeito à prevenção, oferecendo novas estratégias a serem implementadas para redução do risco de infecção entre diferentes perfis de pessoas e relações. Por outro lado, o compromisso com as metas 90-90-90 indicam que é preciso também ampliar realização de testagens e a entrada dos pacientes em tratamento.

Conheça a estratégia de prevenção para o HIV mais indicada atualmente

Por mais estranho que possa parecer, a realização de testagens é considerada uma estratégia de prevenção, dentre as diversas disponíveis no Brasil. Inclusive, para evitar uma infecção pelo HIV, o mais indicado atualmente é a realização da prevenção combinada do HIV, em que o paciente elege duas ou mais que melhor se adequem a sua realidade pessoal e profissional. Entre elas estão:³

  • Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV: consiste no uso de medicação antirretroviral em até 72 horas após exposição com risco de contato com o HIV, tais como violência sexual, relação sexual desprotegida (sem uso de preservativo ou com rompimento do preservativo), acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico).
  • Uso regular de preservativos: eficaz na prevenção de HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST).
  • Diagnóstico oportuno e tratamento adequado de IST: a presença de uma IST sem úlceras genitais aumenta em três a 10 vezes o risco de infecção pelo HIV, enquanto a presença de IST com úlceras aumenta 18 vezes esse risco.
  • Redução de danos: é um conjunto de políticas e práticas cujo objetivo é reduzir os danos associados ao uso de drogas psicoativas, em pessoas que não podem ou não querem parar de usar drogas.
  • Profilaxia Pré-Exposição (PrEP): uma estratégia de prevenção para pessoas não infectadas pelo HIV, mas sob risco elevado de adquirir a infecção. Se baseia no uso diário de um esquema que combina as drogas antirretrovirais Tenofovir (TDF) e Entricitabina (FTC), recomendado para homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas trans e profissionais do sexo, heterossexuais com parceiro(a) sorodiferentes ou que mantenham frequentemente relacionamento sexual sem preservativo e usuários de drogas ilícitas com risco de exposição para HIV. O Ministério da Saúde fornece PrEP para os seguintes segmentos populacionais, considerados prioritários: HSH, pessoas trans e profissionais do sexo que tenham tido relação sexual anal ou vaginal, sem uso de preservativo nos últimos seis meses e/ou episódios recorrentes de ISTs e/ou fazem uso repetido de PEP, e parcerias sorodiferentes que tenham relações sexuais sem preservativo com indivíduo infectado pelo HIV que não está em supressão viral.

Saiba mais sobre a PrEP

Referências bibliográficas:

  1. https://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/2019-global-AIDS-update_en.pdf, acessado em 30 de outubro de 19.
  2. https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/11/2015_11_20_UNAIDS_TRATAMENTO_META_PT_v4_GB.pdf, acessado em 30 de outubro de 19.
  3. https://prevencaocombinada.com.br/m/faq#p1, acessado em 30 de outubro de 19.

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