Página Principal > Saúde & Tecnologia > A importância do engajamento feminino na medicina
jaleco medico

A importância do engajamento feminino na medicina

Nos últimos anos temos visto uma modificação no perfil da Medicina em relação ao gênero. Segundo dados do Conselho Federal de Medicina, as mulheres já representam 42,5% dos médicos no país e há uma tendência cada vez maior da feminização da medicina brasileira, segundo o Conselho. Na faixa etária até 29 anos, a prevalência é do sexo feminino, mostrando que, dentre os médicos jovem, já somos maioria.

Em contrapartida, ainda não vemos tantas mulheres assumindo cargos representativos. Basta olhar para o histórico de presidentes das Associações e Conselhos Federal e Regionais, Sindicatos e outras entidades. O sexo masculino ainda é prevalente nas lideranças, sejam elas profissionais ou estudantis.

As razões e explicações são vastas e, é claro, permeiam ainda as questões relacionadas ao preconceito de gênero e à cultura do país. As primeiras médicas formadas no Brasil tiveram sua trajetória marcada por proibições e discriminação. Rita Lobato e Ermelinda Lopes, formadas em 1987 e 1988, relatam que estudavam e se sentavam em lugares separados dos demais alunos nas salas de aula das faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e de Florianópolis, e que tiveram que vencer muitas barreiras para conseguirem se graduar. Algo quase impossível de se imaginar hoje em dia, mas que reflete um cenário de desigualdade ainda presente em nosso cotidiano.

As melhores condutas médicas você encontra no Whitebook. Baixe o aplicativo #1 dos médicos brasileiros. Clique aqui!

Todavia, vale ressaltar que assim como ocorre entre os homens, a falta de engajamento com questões representativas também é algo presente entre as mulheres. Nos milhares de eventos, fóruns e discussões que debatem importantes temas relativos ao exercício profissional e que são abertos a todos, ainda vemos poucas mulheres participando ou atuando ativamente.

Certa vez, em um desses eventos em que estava presente, a falta de mulheres na mesa de debate foi levantada por uma estudante presente na plateia. De fato, algo questionável, mas ao olhar para o auditório também percebi que a maior parte dos presentes era do sexo masculino (e sabemos que, atualmente, as mulheres já são maioria nos cursos de graduação).

Essa “ausência” faz refletir e demonstra que, cada vez mais, precisamos deixar as diferenças de lado, mostrar nossa capacidade de debater temas e estar mais PRESENTE nesses espaços. Sabemos de todo o histórico de luta e preconceito e que, sim, ele ainda existe hoje em dia. Mas se nós mulheres não mostrarmos nosso potencial e lutarmos para ocupar mais cargos representativos e de liderança, a tendência de perpetuação desse cenário ausente será cada vez maior.

*Artigo cedido pelo nosso parceiro AEMED

Autora:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.



Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.