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médico segurando uma lupa e examinando a pele do paciente

A maioria dos melanomas surge de novas lesões na pele, indica estudo

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A maior parte dos melanomas surge de novas lesões na pele, e não de nevos preexistentes, como se pensava, revela um novo artigo publicado no Journal of the American Academy of Dermatology.

Para chegar nessa conclusão, pesquisadores realizaram uma revisão sistemática e meta-análise para determinar a incidência e prevalência de melanomas associados a nevos. Além disso, também foi feito uma subanálise considerando idade, espessura do tumor e classificação do nevo.

Em 38 estudos observacionais de coorte e caso-controle, 29,1% dos melanomas provavelmente surgiram de um nevo preexistente e 70,9% de novas lesões. Qualquer melanoma foi 64% menos propenso a estar associado a um nevo preexistente (hazard ratio [HR] = 0,36, intervalo de confiança [IC] de 95%: 0,29-0,44; P <0,001; I2 = 99%).

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Melanomas associados a nevos preexistentes apresentaram menor espessura média de Breslow (diferença média de -0,39 mm; IC de 95%: -0,60 a -0,18; P = 0,0003; I2 = 66%). Não foram observadas diferenças significativas quanto à associação de melanomas de nevos preexistentes com nevos displásicos ou não displásicos ([HR] = 0,77, IC de 95%: 0,49-1,20; P = 0,24; I2 = 98%).

Os pacientes cujos melanomas surgiram de um nevo preexistente eram significativamente mais jovens (em aproximadamente 4,9 anos; P <0,001). Não foram observadas diferenças significativas em relação ao sexo na incidência de ambos os tipos de melanoma.

Para os pesquisadores, esses achados são muito importantes para os profissionais de saúde, pois implicam que qualquer nova lesão em adultos deve ser considerada suspeita e investigada.

*Esse artigo foi revisado pelo médico Eduardo Moura.

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