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estetoscópio em cima de uma prescrição médica

Alta prevalência de doenças crônicas em crianças que sobrevivem ao tratamento de um câncer

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A taxa de crianças que sobrevivem ao câncer vem aumentando nas últimas décadas, no entanto, esses pacientes frequentemente desenvolvem condições de saúde crônicas precoces e graves. Para entender melhor o peso da doença crônica nessa população, pesquisadores americanos realizaram uma análise, publicada essa semana no The Lancet.

Para o artigo, foram analisadas a incidência cumulativa de 168 condições de saúde crônica não psiquiátricas em uma coorte de 5.522 adultos que sobreviveram, pelo menos, 10 anos após o diagnóstico de câncer na infância, entre 1961 e 2004. Controles correspondentes à idade e ao sexo foram utilizados para comparação.

Dos pacientes analisados, 3.010 (54,5%) estavam vivos, se matricularam no estudo e tiveram uma avaliação clínica prospectiva. A incidência cumulativa de doenças crônicas aos 50 anos foi de 99,9% (IC de 95%: 99,9 a 99,9) para doenças de 1º grau e 96% (IC de 95%: 95,3% a 96,8%) para as de grau 3 a 5.

Veja também: ‘Relação médico-paciente e o acompanhamento de uma criança com câncer’

Aos 50 anos, um sobrevivente experimentou, em média, 17,1 doenças crônicas de qualquer grau, das quais 4,7 foram de grau 3 a 5. O fator cumulativo de doenças crônicas nos controles foi de 9,2 (IC de 95%: 7,9 a 10,6; p <0,0001), sendo de 3 a 5 de 2,3 (1,9 a 2,7, p <0,0001).

Neoplasias secundários, distúrbios da coluna vertebral e doença pulmonar foram os principais contribuintes para o excesso de incidência cumulativa total. As análises multivariáveis ​​mostraram que a idade mais avançada no diagnóstico, o tipo de tratamento e as doses mais elevadas de radiação foram significativamente associadas a uma maior incidência cumulativa e gravidade de doenças crônicas.

Pelos resultados, os pesquisadores concluíram que o peso das doenças crônicas em sobreviventes do câncer infantil é substancial e altamente variável. Eles esperam que esse estudo possa fornecer dados para melhor informar futuras orientações clínicas, pesquisas e planejamento de serviços de saúde para essa população vulnerável e clinicamente complexa.

Leia o artigo na íntegra nesse link.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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