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Anvisa confirma terceiro caso de Candida auris no Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta terça-feira (11/1) a confirmação do terceiro caso de Candida auris no Brasil, desta vez em um hospital de Pernambuco. Trata-se de uma mulher de 70 anos admitida por questões neurológicas no Hospital da Restauração, no Recife, no dia 24 de novembro. 

Vale ressaltar que ainda há outro caso suspeito, que está em investigação laboratorial. O homem de 46 anos foi admitido na emergência de trauma no dia 13 de dezembro. Na quarta-feira (12/1), o paciente estava na UTI e não apresentava nenhum sintoma relacionado à infecção pelo fungo. 

A Agência esclarece que, apesar de no momento haver somente um caso confirmado e outro em análise, já é possível considerar que enfrentamos um surto de Candida auris no Brasil. 

A explicação é que a definição epidemiológica de surto não abrange somente uma grande quantidade de casos de doenças contagiosas ou de ordem sanitária, mas também o surgimento de um microrganismo novo na epidemiologia de um país ou até de um serviço de saúde. 

A identificação do terceiro caso do super fungo foi confirmada pela microbiologista Camylla Carvalho de Melo, que realizou o exame de rotina com o método Maldi-Tof (Matrix-Assisted Laser Desorption Ionization Time-of-Light) no Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz – Lacen/BA. 

Candida auris no Brasil

Confira algumas das ações realizadas em relação ao surto

Desde a identificação do caso suspeito, a Coordenação Estadual de Prevenção e Controle de Infecção de Pernambuco foi notificada a respeito do caso suspeito, realizou visita técnica ao hospital e está prestando orientações, monitorando o surto e apoiando as ações de prevenção e controle de infecção. 

A força-tarefa nacional foi acionada e foram intensificadas diversas ações de vigilância, monitoramento, prevenção e controle. 

A investigação epidemiológica já está sendo organizada e será conduzida pelos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) e pelo EpiSUS (Epidemiologia Aplicada aos serviços do Sistema Único de Saúde – SUS).  

O Laboratório Especial de Micologia (LEMI) da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) está se preparando para o sequenciamento do fungo.   

A Anvisa está acompanhando as ações relacionadas ao surto, articulando-se com os envolvidos e apoiando as ações da força-tarefa nacional.  

De acordo com a Agência, os laboratórios de microbiologia devem intensificar a vigilância laboratorial para a identificação do fungo Candida auris, conforme descrito na Nota Técnica 11/2020. 

Diante de um caso suspeito ou confirmado, é necessário informar imediatamente à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do serviço de saúde e seguir as recomendações da Nota Técnica 11/2020 quanto ao encaminhamento da amostra ao Lacen.  

Entenda a gravidade do surto

Candida auris é um fungo emergente que representa uma séria ameaça à saúde pública considerando que eles produzem biofilmes tolerantes a antifúngicos apresentando resistência aos medicamentos comumente utilizados para tratar infecções por Candida. 

Estudos científicos apontam que até 90% dos isolados de Candida auris são resistentes às substâncias fluconazol, anfotericina B e equinocandinas. Esse tipo de padrão multirresistente não tem sido observado em nenhuma outra espécie do gênero Candida. 

Outras particularidades sobre o fungo e medidas que devem ser tomadas pelos profissionais de saúde mediante uma provável suspeita de caso de Candida auris no Brasil já foram publicadas em outra matéria aqui no Portal PEBMED. Acesse aqui.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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