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Bullying no trabalho está associado a maior risco cardiovascular

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As doenças ocupacionais provenientes de complicações no ambiente de trabalho são algumas das causas recorrentes da ida dos pacientes ao consultório; entre as principais reclamações estão cansaço, esgotamento e estresse. A pressão do dia a dia por alcance de metas e resultados é comum em qualquer ambiente empresarial, porém o funcionário pode vir a adoecer caso a cobrança se transforme em abusos como bullying ou assédio moral.

Uma pesquisa divulgada recentemente associou o bullying no trabalho a um risco maior de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Pesquisadores da Suécia e da Dinamarca realizaram um estudo randômico e multicêntrico com registros de três bancos de dados, entre 1995 e 2011, e os resultados foram publicados em 19 de novembro no periódico European Heart Journal.

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Bullying no trabalho

O levantamento selecionou 79.201 trabalhadores, homens e mulheres entre 18 e 65 anos, sem diagnóstico de qualquer doença cardiovascular. A identificação dos indivíduos que sofriam bullying no trabalho foi realizada por meio de questionário. Do total dos participantes, 9% relataram sofrer algum tipo bullying em ambiente laboral e 13% responderam que viveram situações de violência durante o ano anterior ao da pesquisa.

O tempo de follow-up foi de 12,4 anos, nesse período foram registrados 3.229 incidentes relacionados a eventos cardiovasculares, que consistiam principalmente em infarto agudo do miocárdio (IAM), AVE isquêmico e AVE hemorrágico.

Resultados

Depois do ajuste por idade, gênero, país de origem, estado civil e nível educacional, os pesquisadores constataram que os participantes que relataram sofrer bullying no trabalho tinham 59% mais riscos de sofrerem algum evento cardiovascular se comparados aos indivíduos que responderam não sofrer bullying (HR 1,59, IC 95% [1,28–1,98]).

Nos participantes que responderam sofrer bullying, o risco para AVE hemorrágico foi maior (HR 2,73; IC 95% [1,16–6,45) do que o risco para o AVE isquêmico (HR 1,44; IC 95% [0,93–2,23]).

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

  • Tianwei Xu, Linda L Magnusson Hanson, Theis Lange, Liis Starkopf, Hugo Westerlund, Ida E H Madsen, Reiner Rugulies, Jaana Pentti, Sari Stenholm, Jussi Vahtera, Åse M Hansen, Marianna Virtanen, Mika Kivimäki, Naja H Rod; Workplace bullying and workplace violence as risk factors for cardiovascular disease: a multi-cohort study, European Heart Journal, , ehy683, https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehy683

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