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médico conversando com paciente com possível diagnóstico de câncer de pulmão

Câncer de pulmão: é necessário estimular o rastreamento

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Tempo de leitura: 3 minutos.

O câncer de pulmão é a neoplasia que mais mata pessoas no planeta, segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). São 1,76 milhão de mortes no mundo decorrentes da doença e 90% desses casos são provocados pelo tabagismo, aponta o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Apesar da implantação das seis medidas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o controle do tabagismo, 12% da população brasileira ainda é fumante.

“Cerca de 70% dos cânceres de pulmão são diagnosticados em estágio avançado ou localmente avançado. Por essa razão, o diagnóstico em estágios iniciais deve ser incrementado através de programas de rastreamento. Esta detecção mais precoce e anterior ao início de algum sintoma pode resultar em 20% de redução de mortalidade pelo câncer de pulmão, conforme estudos mais recentes”, afirma o oncologista Carlos Henrique Teixeira, do centro especializado em oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Veja também: Qual é a relação entre tosse e as características de câncer de pulmão?

Câncer de pulmão: ampliação do rastreamento é fundamental

Para o especialista, a ampliação dos programas de rastreamento de nódulos potencialmente malignos em fumantes ou ex-fumantes com risco elevado para o câncer de pulmão é fundamental, assim como ações educativas.

“Sempre recomendo aos meus pacientes fumantes com idade entre 55 e 74 anos, que consomem um maço de cigarros por dia ao longo de 30 anos ou dois maços/dia ao longo de 15 anos, que realizem uma tomografia de baixa dose radiativa anualmente para aumentar a possibilidade da detecção precoce de nódulos pulmonares”, indica Carlos Henrique Teixeira.

O oncologista lembra que o diagnóstico tardio reduz as chances de cura e enfatiza que é necessário estimular a investigação precoce, assim como é feito em casos de suspeita de câncer de mama, colo de útero próstata e intestino.

Segundo Carlos Henrique Teixeira, é preciso investigar a possibilidade de câncer de pulmão quando o paciente apresenta um quadro com uma tosse que não passa, tosse com sangue, emagrecimento, falta de ar e/ou dor torácica.

“É preciso urgentemente que nós, médicos, possamos identificar aqueles pacientes com risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão e orientá-los a realizar uma tomografia de tórax de baixa dose para identificar a doença precocemente”, ressalta.

Novos estudos

Estudos recentes comprovaram que a tomografia para detecção da doença em fase inicial diminui a letalidade dos casos. Um exemplo é o estudo chamado NELSON, com pesquisadores da Holanda e da Bélgica, apresentado na IASLC – World Conference on Lung Cancer 2018.

Leia mais: Exercícios pré-operatórios ajudam a recuperação de cirurgias de câncer de pulmão

Ele demonstrou que em dez anos de acompanhamento de 15,7 mil indivíduos, o rastreamento anual do câncer de pulmão com tomografia de baixa dose em pacientes de alto risco reduziu as mortes em 26% nos homens e 61% nas mulheres.

Atenção aos sintomas

A confirmação de câncer de pulmão requer um diagnóstico patológico, realizado através de uma biópsia da lesão. No entanto, o oncologista chama a atenção para que os médicos suspeitem dos principais sintomas que, em geral, são o motivo da consulta. São eles: tosse que persiste por mais de duas semanas, catarro com sangue, respiração difícil ou ofegante, rouquidão, pneumonias de repetição, emagrecimento e dor torácica.

Tratamento

Segundo Carlos Henrique Teixeira, o melhor tratamento para esses casos é o atendimento multidisciplinar, com a supervisão de oncologistas, pneumologistas, cirurgiões de tórax, radioterapeutas, nutricionistas, fisioterapeutas e radiologistas.

A terapia-alvo e a imunoterapia são as alternativas mais bem-sucedidas para o tratamento do câncer de pulmão avançado. “A terapia-alvo é indicada para um grupo específico de pacientes portadores de mutações, que guia o desenvolvimento do câncer. Bloqueando essas alterações, conseguimos frear a replicação das células malignas”, explica o oncologista.

Já a imunoterapia reativa o sistema imunológico do paciente para combater as células metastáticas. De acordo com o especialista, de 18% a 20% dos pacientes podem se beneficiar a longo prazo deste tratamento. “A sobrevida em cinco anos está começando a virar realidade em câncer de pulmão”, comenta.

O médico diz ainda que essas duas terapias estão sendo testadas em estágios iniciais de câncer de pulmão, o que pode trazer outra revolução no tratamento deste tipo de câncer. Vamos aguardar!

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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