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Durante uma entrevista coletiva hoje, 24, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) confirmaram que a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) é a autora intelectual da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo. O plano foi articulado, segundo as investigações, envolvendo envenenamento de forma gradual, colocando arsênico na comida do marido, ainda em 2018, e, posteriormente, com execução.

De acordo com as informações, o pastor Anderson do Carmo teve diversas passagens em emergências com diarreia, vômitos, sudorese e outros sintomas relacionados. Mas, por serem sintomas que podem aparecer em diversas situações, muitas vezes a intoxicação por arsênio não é identificada. Por isso, vamos relembrar os principais pontos desse tipo de intoxicação.

Intoxicação por arsênio

A maior parte dos casos de intoxicação por arsênio estão relacionados à tentativa de suicídio. Encontramos o produto em indústrias de microeletrônica, agrotóxicos, águas profundas como contaminante, carvão e em produtos para conservação de madeira. Muito associado ao consumo de frutos do mar.

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Apresentação clínica

A intoxicação pode acontecer por via inalatória ou por ingestão.

Quadro clínico agudo:

  • Gastroenterite hemorrágica: inicia-se com quadro de náuseas, vômitos e diarreia, associado à dor abdominal de forte intensidade. O quadro diarreico pode conter sangue;
  • Simultaneamente ocorre a progressão para um quadro hipovolêmico com repercussão hipotensiva e oligúrica, podendo se encaminhar ao estado de choque;
  • Casos mais graves podem evoluir com arritmias malignas como Torsade de Pointes, hemólise e necrose tubular aguda.

Quadro clínico crônico:

  • Quadro abdominal inespecífico associado à fraqueza e emagrecimento;
  • Neuropatia periférica, diabetes e insuficiência vascular periférica;
  • Podem ocorrer hepatotoxicidade com evolução para quadro encefalopatia crônica. Sinais comuns como hiperceratose palmoplantar, linhas de Mees, eliminação de odor de alho no suor e lesões dermatológicas hipercrômicas;
  • Possui componente neoplásico eventualmente conduzindo tumores de pele, fígado, bexiga, entre outros.

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Exames complementares

  • Dosagem urinária do elemento para confirmação definitiva da intoxicação;
  • Dosagem pontual de referência: > 50 microgramas/L;
  • Dosagem em urina de 24 horas: > 200 microgramas/L.

Tratamento

Em casos de intoxicação aguda, deve-se adotar medidas de suporte de acordo com a sintomatologia apresentada pelo paciente. Este tipo de intoxicação deve ser sempre considerada grave. Utilizar reposição volêmica generosa e uso de drogas vasoativas.

O afastamento da fonte expositora e utilização de quelantes devem ser considerados em pacientes sintomáticos (50-200 microgramas/L) e assintomáticos (> 200 microgramas/L).

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Referência bibliográfica:

  • Arsênio (As). Guia de intoxicações. Whitebook Clinical Decision;
  • Manual de Toxicologia Clínica: Orientações para assistência e vigilância das intoxicações agudas. 1º ed. São Paulo: Secretaria Municipal da Saúde, 2017;
  • Olson Kent R. Manual de Toxicologia Clínica. 6º ed. Artmed, 2014.
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