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Casos de infecção por Legionella em bebês que nasceram na água são registrados

Legionelose é uma doença grave, caracterizada por febre, mialgia, tosse e pneumonia, causada pela inalação ou aspiração de água contendo a bactéria Legionella pneumophila. Em 2016, o Arizona relatou dois casos de infecção em lactentes que nasceram na água.

O primeiro caso foi relatado em janeiro de 2016. O parto do bebê foi feito por uma parteira em uma banheira com água da torneira. No dia seguinte, o lactente foi levado para um serviço local de emergência com dificuldade respiratória grave, taquipneia e hipoxemia, onde foi diagnosticado com cardiopatia congênita.

Durante a internação, uma radiografia de tórax revelou infiltração pulmonar bilateral persistente com possíveis lesões cavitárias. O paciente foi posteriormente transferido para um hospital infantil, onde uma broncoscopia foi realizada e uma cultura quantitativa do lavado broncoalveolar testou positiva para L. pneumophila. O paciente foi tratado com 10 dias de azitromicina, mas permaneceu hospitalizado por mais de 2 meses, principalmente por causa da doença cardíaca congênita.

Veja também: ‘Ministério da Saúde lança diretrizes de assistência ao parto normal’

O segundo caso foi relatado em abril de 2016. O parto do lactente também foi feito por uma parteira na água. Três dias depois, o bebê desenvolveu febre de 38°C e foi levado para o serviço de emergência para avaliação. A temperatura do bebê foi para 39,2°C e uma radiografia de tórax mostrou opacidades nodulares.

O lactente foi admitido para tratamento de sepse neonatal e pneumonia suspeita. O teste de antígeno urinário e a cultura das secreções do trato respiratório foram positiva para L. pneumophila. O paciente foi tratado com 10 dias de azitromicina e depois recebeu alta.

A investigação dos dois casos identificou inúmeras lacunas na prevenção de infecções por nascimentos em água, como o uso de uma banheira de hidromassagem. Especialistas destacam que a água da torneira pode ser contaminada com L. pneumophila, e esta fonte é difícil de esterilizar.

Médicos devem orientar as pacientes que optam pelo parto na água sobre essa possibilidade e ajudá-las a tomar todas as medidas de segurança.

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