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mulher grávida no consultório médico

Ministério da Saúde lança diretrizes de assistência ao parto normal

No Dia Internacional da Mulher deste ano, o Governo Federal lançou a publicação inédita das diretrizes nacionais de assistência ao parto normal. Veja as principais novidades do documento.

Local de assistência ao parto

Entre as principais recomendações em relação ao local de assistência ao parto, destacamos:

– Mulheres nulíparas ou multíparas que optarem pelo planejamento do parto em Centro de Parto Normal (extra, peri ou intra-hospitalar), se disponível na sua área de abrangência ou próximo, e cientes dos riscos e benefícios desses locais, devem ser apoiadas em sua decisão.

– Informar a todas as gestantes que a assistência ao parto no domicílio não faz parte das políticas atuais de saúde no país.

Durante o pré-natal

Entre as principais recomendações em relação ao pré-natal, destacamos:

– informar os riscos e benefícios das diversas práticas e intervenções durante o trabalho de parto (uso de ocitocina, jejum, episiotomia, analgesia farmacológica, etc).

– falar sobre a necessidade de escolha de um acompanhante pela mulher para o apoio durante o parto. Este acompanhante deve receber as informações importantes no mesmo momento que a mulher.

– abordar as estratégias de controle da dor e os métodos disponíveis na unidade, descrevendo os riscos e benefícios (farmacológicos e não farmacológicos).

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Cuidados gerais durante o trabalho de parto

Entre as principais recomendações para o trabalho de parto, destacamos:

– Mulheres em trabalho de parto devem ser tratadas com respeito, ter acesso às informações baseadas em evidências e serem incluídas na tomada de decisões. Para isso, os profissionais de saúde devem estabelecer uma relação
de confiança, perguntando-lhes sobre seus desejos e expectativas.

– Mulheres em trabalho de parto podem ingerir líquidos, de preferência soluções isotônicas ao invés de somente água.

– Se não estiverem sob efeito de opioides ou não apresentarem fatores de risco iminente para anestesia geral podem ingerir uma dieta leve.

– Os antagonistas H2 e antiácidos não devem ser utilizados de rotina para mulheres de baixo risco para anestesia geral.

– Mulheres que receberem opioides ou apresentarem fatores de risco que aumentem a chance de uma anestesia geral devem receber antagonistas H2 ou antiácidos.

E mais: ‘Indução do trabalho de parto em mulheres com 35 anos ou mais, o risco vale a pena?’

Alívio da dor no trabalho de parto

Entre as principais recomendações para o alívio da dor, destacamos:

–  Métodos não farmacológicos devem ser oferecidos à mulher antes da utilização de métodos farmacológicos.

–  Injeção de água estéril não deve ser usada para alívio da dor no parto.

– Estimulação elétrica transcutânea não deve ser utilizada em mulheres em trabalho de parto estabelecido.

–  O óxido nitroso a 50% em veículo específico pode ser oferecido para alívio da dor no trabalho de parto, quando possível e disponível, mas informar às mulheres sobre os efeitos colaterais, que incluem náusea, tonteiras, vômitos e alteração da memória.

–  Os opioides não devem ser utilizados de rotina, pois estes oferecem alívio limitado da dor e apresentam efeitos colaterais significativos para a mulher (náusea, sonolência e tonteira) e para a criança (depressão respiratória ao nascer e sonolência que pode durar vários dias), assim como interferência negativa no aleitamento materno.

– A solicitação materna por analgesia de parto compreende indicação suficiente para sua realização, independente da fase do parto e do grau de dilatação. Isto inclui parturientes em fase latente com dor intensa, após esgotados os métodos não farmacológicos.

A publicação ainda aborda a assistência em todos os períodos do parto, os cuidados maternos imediatamente após o parto e a assistência ao recém-nascido. Veja aqui todas as recomendações na nova diretriz.

Referências:

  • https://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/27773-governo-federal-amplia-planejamento-da-gravidez-e-humanizacao-do-parto

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