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Casos de síndrome respiratória continuam altos, alerta Fiocruz

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De acordo com o novo relatório semanal do sistema InfoGripe, projeto da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), todos os estados do país seguem na zona de risco e com atividade semanal muito alta para síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com predominância de 77,5% do novo coronavírus entre os casos confirmados.

Segundo os dados coletados, até o dia 26 de abril, o país teve 44,7 mil casos notificados. Mas com a previsão de atraso, a estimativa é que o número certo seja de 62,6 mil, com um intervalo de confiança de 55 mil a 75,4 mil.

No caso dos óbitos, foram 5,5 mil notificações, com estimativa de 7 mil, com intervalo de confiança de 6,3 mil a 8,4 mil.

Os números oficiais superam os totais de notificações de anos anteriores, como 2019, quando 39,4 mil casos foram confirmados, com 3,8 mil óbitos.

Explosão de casos de SRAG

Após uma explosão de casos muito acima do padrão, observada entre os dias 8 a 21 de março, o que vinha sendo observado nas últimas semanas era um crescimento em ritmo menor dos casos de 22 de março a 4 de abril. Os pesquisadores, no entanto, recomendam cautela na interpretação de dados de semanas recentes em função do atraso de digitação observado.

O predomínio cada vez maior do novo coronavírus entre os casos e óbitos confirmados para algum tipo de vírus respiratório é outro ponto importante do boletim.

Dos 44.780 casos já reportados neste ano, 11.315 tiveram resultado positivo, destes 6.9% apontaram Influenza A, 3.6% Influenza B, 3.9% vírus sincicial respiratório, e 77.5% Covid-19. Outros 15.100 exames tiveram resultados negativos, e ao menos 14802 ainda aguardam resultado.

Entre os óbitos, 2452 já tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, 2059 foram negativos, e 719 aguardam resultado. Dentre os positivos, 92,7% correspondem ao novo coronavírus.

Até esta terça-feira, dia 12 de maio, foram registrados 177.589 casos confirmados, com 12.400 óbitos provocados pela Covid-19. Foram mais de 881 novos registros de óbitos acrescentados em 24 horas, segundo o Ministério da Saúde.

Rio de Janeiro: lockdown pode acontecer de forma intermitente por até dois anos

O relatório dos pesquisadores da Fiocruz enviado às autoridades governamentais do Rio de Janeiro na última semana é muito assertivo na defesa de adoção de medidas mais rígidas de isolamento.

Segundo os especialistas, a adoção tardia de lockdown “resultaria em uma catástrofe humana de proporções inimagináveis para um país com a dimensão do Brasil”.

Leia também: Covid-19: número real de casos é superior a 1,6 milhão no Brasil, estimam pesquisadores

A nota analisa ainda que, dada a inexistência de vacina, ações de lockdown podem ser utilizadas de forma intermitente por um longo período, de 18 a 24 meses.

Uma projeção realizada pelos especialistas mostra que, de acordo com o panorama atual, entre os dias 13 de maio e 22 de julho, o estado do Rio de Janeiro não teria leitos de UTI disponíveis, seja da rede pública ou particular.

Outra projeção mostra que o novo coronavírus deve se espalhar por praticamente todo o estado, mesmo naqueles municípios que atualmente têm menos de 50 casos confirmados.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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