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CCIH trabalhando em união com o CME traz mais benefícios aos pacientes

Tempo de leitura: 2 minutos.

No passado não muito distante a equipe da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) era vista por todos da instituição hospitalar como os profissionais que iam até os setores para fiscalizar e posteriormente punir; assim como o Centro de Material e Esterilização (CME) era conhecido pelo local onde trabalhavam colaboradores em final de carreira, readaptados e que só dobravam compressas e contavam gazes.

Esse papel mudou drasticamente ao longo do tempo, tendo em vista a definição de CCIH: “grupo de profissionais da área de saúde, de nível superior, formalmente designado para planejar, elaborar, implementar, manter e avaliar o Programa de Controle de Infecção Hospitalar, adequado às características e necessidades da Unidade Hospitalar, constituída de membros consultores e executores.”

A visão do CME também mudou muito, a começar por sua valorização e de seus colaboradores e de sua definição: “Unidade funcional destinada ao processamento de produtos para a saúde dos serviços de saúde.” Atualmente todos os produtos para saúde (PPS) de uma instituição hospitalar são processados no CME, ou seja, o processo é centralizado.

Leia mais: Você realmente sabe o que é CME?

CCIH e CME trabalham para que os pacientes não adquiram infecções hospitalares, cada uma com ênfase em seu papel, mas com o mesmo objetivo. A CCIH participa do processo de trabalho de toda a instituição e justamente mais esse ponto possuem em comum, CME processa material não só para o Centro Cirúrgico, mas para toda a instituição.

Apesar de CCIH e CME focarem na prevenção de infecção, em certos momentos podemos encontrar infecções; trabalhar com base de dados até chegarmos na causa é tarefa árdua que compete à CCIH na maioria das vezes. As infecções podem estar relacionadas a procedimentos assistenciais na saúde e, portanto, podem ser multicausais:

  • Relacionado ao Paciente
  • Relacionado à Equipe de Saúde
  • Relacionado ao Material
  • Relacionado ao Ambiente

O que mais nos interessa de fato são as relacionadas ao material no caso da relação com o CME, onde a CCIH assume também mais algumas funções além das que já atua; ao estar próxima aos processos do CME, promove e garante também a qualidade e a segurança assistencial, já que o CME assim como a CCIH praticam uma assistência de enfermagem indireta, ou seja seu papel é de impedir que o material usado nos pacientes leve a alguma IRAS.

Quando CME e CCIH trabalham juntas, temos esforços redobrados para que os processos do CME sejam cada vez mais primorosos, pois concomitante teremos padronização de insumos decididos em conjunto, confecção dos procedimentos operacionais padrões também realizados por várias mãos; o que trará para equipe, seja de enfermagem e/ou médica, mais segurança ao agir e para os pacientes mais qualidade na assistência prestada.

Vivemos em um mundo em que o trabalho em equipe é tão importante quanto a qualidade, segurança e diagnóstico correto. O bom relacionamento ajuda e muito no resultado final, pois há troca de saberes e ninguém trabalha sozinho. Portanto, priorizar o trabalho do CME com CCIH em conjunto, assim como de todos os setores afins, só trará benefícios para profissionais, instituição e pacientes.

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Autor:

Juliana Rocha

Enfermeira Especialista em CC/CME/RA ⦁ Coordenadora do Centro Cirúrgico Pediátrico do Instituto Fernandes Figueira e Rotina do Centro Cirúrgico Obstétrico do Hospital Municipal Miguel Couto

2 Comentários

  1. Parabens Ju!!!
    Excelente matéria e perfeita conclusão!
    Esta visão de união, efetiva e mantém um potencial mega sustentável para fortalecer este alicerce !

  2. Fernanda Zacanini Lotitto

    Sou enfermeira do SCIH há 9 anos, tenho essa visão da importância da parceria com a CME. A CME na minha opinião, é o coração da instituição, sendo assim, deve ter profissionais qualificados, motivados com processos padronizados.
    Parabéns pela matéria!

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