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CDI em pacientes com insuficiência cardíaca sistólica não isquêmica

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O estudo DANISH foi publicado em setembro de 2016, na revista The New England Journal of Medicine. O estudo avaliou a eficácia do implante de cardiodesfibrilador em paciente com insuficiência cardíaca de etiologia não isquêmica, sintomáticos com fração de ejeção menor que 35%. 

Estudo randomizado e controlado, com 556 pacientes com insuficiência cardíaca sistólica sintomática (fração de ejeção do ventrículo esquerdo ≤ 35%) de causa não isquêmica foi designados para receber um CDI e 560 pacientes do grupo controle que foram designados para receber cuidados clínicos. Em ambos os grupos, 58% receberam terapia de ressincronização cardíaca e a maioria dos pacientes receberam doses alvo das medicações para insuficiência cardíaca, de acordo com as diretrizes. 

Os critérios de inclusão foram pacientes com insuficiência cardíaca sintomática NYHA ≥ II, IC de etiologia não isquêmica, FEVE ≤ 35 e NT-pro-BNP > 200 pg/ml aferidos após otimização com IECA e betabloqueadores.  Os critérios de exclusão foram, fibrilação atrial com FC basal maior que 100 bpm, doença renal crônica dialítica e IC de etiologia isquêmica. 

Desfecho primário foi morte por todas as causas e desfechos secundários foram morte súbita cardíaca e morte cardiovascular.  

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Foi feito acompanhamento de 67,6 meses com desfecho primário ocorrendo em 120 pacientes ( 21,6%) no grupo do CDI e 131 pacientes (23,4%) do grupo controle. Morte súbita cardíaca ocorreu em 24 pacientes (4,3) no grupo do CDI e em 46 pacientes (8,2%) no grupo controle.

O implante de um CDI em pacientes com IC de causa não isquêmica não trouxe diferença em relação à sobrevida global. Entretanto, o risco de morte súbita reduziu pela metade nos pacientes com implante do dispositivo. Pacientes não isquêmicos com IC são menos propensos à morte por arritmia. Esse risco pode ser reduzido com tratamento medicamentoso e terapia de ressincronização cardíaca. 

Nesse estudo, pacientes com insuficiência cardíaca de causa não isquêmica, o implante profilático do CDI não foi associado com menores taxas de morte por quaisquer  causa do que o tratamento clínico usual. 

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Referências: 

  • Køber L et al. Defibrillator Implantation in Patients with Nonischemic Systolic Heart Failure. N Engl J Med 2016;375:1221-30.

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