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Imagem cedida pela Dra. Andréia Brum (Arquivo pessoal)

Cisto de inclusão conjuntival: causas, sintomas, diagnóstico e tratamento

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Os cistos de inclusão conjuntival são derivados de uma inclusão do epitélio conjuntival para dentro da substância própria formando uma cavidade central cística após a proliferação das células epiteliais. À histologia, o revestimento do cisto é composto por uma camada de epitélio conjuntival não queratinizado.

Define-se cisto como um saco anormal contendo gás, fluido (que pode ser claro ou turvo) ou material semissólido, com um arcabouço membranoso. Muitos são os locais onde os cistos podem estar presentes (pálpebras, segmento anterior, conjuntiva, órbita). O aparecimento da formação cística pós-trauma ou pós-cirurgias (estrabismo, catarata, enucleação ou colocação de “buckle” escleral) está bastante documentado na literatura.

O cisto de inclusão pode estar associado a outras patologias conjuntivais, como pterígio, pingueculite, conjuntivite vernal e granuloma piogênico. Em geral, não causa desconforto. Entretanto, quando sintomático, as queixas mais comuns são olhos lacrimejantes, sensação de areia ou de corpo estranho no olho. Quando gigante, pode causar sérios defeitos estéticos e/ou alterações anátomo-fisiológicas da conjuntiva e das pálpebras, que podem levar ao incompleto fechamento palpebral.

Mais do autor: ‘Esclera azul – quais doenças clínicas podemos pensar diante dessa alteração?’

Para um diagnóstico mais preciso, pode ser realizada a ultrassonografia de alta frequência. Na ausência desta, como método para identificação das margens de segurança para exérese do cisto conjuntival, pode-se utilizar a injeção intracística de indocianina verde.

Pode involuir espontaneamente ou com uso de anti-inflamatórios. Quando isso não ocorre, a exérese mostrou-se uma técnica adequada para retirada do cisto de inclusão conjuntival. A técnica de termocauterização também pode ser usada com bons resultados, já que a morte das células epiteliais destrói o cisto. A hemorragia deve ser encorajada dentro do cisto rompido, pois pode promover a adesão das paredes e reduzir a probabilidade de recorrência. Já o uso somente da drenagem, sob anestesia tópica, tem demostrado recidivas frequentes.

A reconstrução da superfície conjuntival após exérese de grandes cistos pode ser feita através da técnica de transplante de conjuntiva autóloga do olho contralateral ou do uso de membrana amniótica, por exemplo.

Um diagnóstico diferencial é a linfangiectasia. Caracteriza-se por cordas de canais císticos ou em forma de salsicha de paredes límpidas, que podem encher-se de sangue (linfangiectasia hemorrágica).

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