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Como diagnosticar a síndrome do olho seco?

Essa semana, falamos sobre a suplementação de ômega 3 na síndrome do olho seco. Por isso, em nossa publicação semanal de conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision, mostraremos como identificar e diagnosticar essa síndrome.

As melhores condutas em Oftalmologia estão no Whitebook Clinical Decision!

Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

Anamnese

Quadro clínico: Queimação, desconforto, ressecamento, sensação de corpo estranho, visão pode estar leve a moderadamente diminuída, lacrimejamento excessivo, agravando-se pela presença de fumaça, vento, calor, baixa umidade, leitura prolongada ou uso prolongado de computador. Pior ao final do dia, em geral bilateral e crônica.

Fatores de risco: Menopausa e pós-menopausa, síndrome de Sjogren, artrite reumatoide, granulomatose de wegener, lúpus eritematoso sistêmico, penfigoide cicatricial ocular, síndrome de Stevens Johnson, tracoma, queimadura química, uso de fármacos (contraceptivos orais, anti-histamínicos, betabloqueadores, fenotiazinas e atropina), infiltração das glândulas lacrimais por sarcoidose e tumores, fibrose após radiação das glândulas lacrimais, deficiência de vitamina A e após LASIK .

Exame Oftalmológico

  • Menisco lacrimal diminuído (< 1 mm);
  • Tempo de ruptura do filme lacrimal diminuído (‘Break Up Time'[BUT] < 10 seg) tanto na deficiência aquosa quanto no olho seco evaporativo;
  • Pode ter ceratite punctata superficial;
  • Coloração pontilhada da conjuntiva com fluoresceína, rosa bengala ou verde lissamina, em geral inferiormente ou na área interpalpebral;
  • Excesso de muco ou debris no filme lacrimal e filamentos na córnea;
  • Pode ser encontrada meibomite (associada com olho seco evaporativo);
  • Síndrome de Sjogren: aumento das glândulas salivares e ocasionalmente lacrimais com diminuição do fluxo salivar e fissuras na língua; ressecamento do nariz e vagina; fenômeno de Raynaud e vasculite cutânea; artralgia, mialgia e fadiga.

 Abordagem Diagnóstica

  • Investigar histórico e realizar exame externo para detectar etiologia subjacente;
  • Biomicroscopia sob lâmpada de fenda com coloração com fluoresceína: examinar menisco lacrimal e tempo de ruptura do filme lacrimal (diminuídos tanto na deficiência aquosa quanto no olho seco evaporativo);
  • Pode ser usada coloração com rosa bengala e verde lissamina para examinar córnea e conjuntiva;
  • Teste de Schirmer (usado para diagnóstico de deficiência aquosa): o não anestesiado (Schirmer 1) mede o lacrimejamento basal e reflexo. Deve ser maior que 15 mm em 5 minutos. O anestesiado (Schirmer 2) mede o lacrimejamento basal. Deve ser maior que 5 mm em 5 minutos;
  • Suspeita de síndrome de Sjogren: anticorpos séricos, Schirmer e biópsia de glândula salivar.
Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia-a-dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.

2 Comentários

  1. Mesmo sendo cardiologista, cabe um elogio ao artigo, aprendi muito, inclusive o uso de Omega 3 . Obrigado e go ahead.

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