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Como ler a ultrassonografia na avaliação endometrial? 

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A ultrassonografia transvaginal é a primeira opção de exame complementar quando a queixa da paciente envolve alterações intrauterinas. Afinal, é uma opção de baixo custo, não invasiva e acessível. Além disso, auxilia substancialmente no diagnóstico de patologias endometriais. Nesse sentido, fazer uma leitura adequada desse exame é uma boa ferramenta para o ginecologista ou para o médico generalista.   

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Assim, nos casos de endométrio normal observa-se no exame que a aparência está relacionada ao ciclo menstrual. No início do ciclo apresenta-se como uma fina camada (linear) ecogênica, medindo até 4 mm. Na fase proliferativa apresenta-se mais espesso, com três camadas (trilaminar) e mais ecogênico, medindo até 11 mm. Na fase secretória apresenta-se ainda mais espesso e mais ecogênico, medindo até 16 mm. Importante ressaltar que os valores após a menopausa são diferentes pela deficiência de estrogênio. Portanto, é considerado espessamento endometrial pós menopausa quando o endométrio é maior que 5 mm. O endométrio pode estar um pouco mais espesso no primeiro ano após a última menstruação, refletindo atividade hormonal residual, sem necessidade de outro exame complementar ou de alertar a paciente. 

Nos casos de pólipos endometriais observa-se espessamento inespecífico ou massas focais na cavidade endometrial de aspecto ecogênico e homogêneo. O doppler pode ser sempre utilizado para avaliar vascularização. Os miomas submucosos são identificados na ultrassonografia como massas sólidas, hipoecogênicas e heterogêneas.  

Em carcinomas endometriais é possível identificar espessamento irregular e heterogenicidade, sendo o sinal mais específico a irregularidade da borda e os limites imprecisos indicando doença neoplásica, e possivelmente invasiva. Além dessas características, o Power Doppler auxilia na definição dessa vascularização, complementando o diagnóstico de forma valiosa.  

Saiba mais: Como solicitar de forma correta o exame de ultrassonografia?

A ultrassonografia com Power Doppler pode ser usada para rastrear pacientes ambulatoriais que não precisam de biópsia endometrial para sangramento uterino anormal. Isso evita histeroscopia desnecessária em casos benignos definitivos e histeroscopia vigilante em casos suspeitos de pré-malignidade e malignidade. Vasos ramificados irregulares e manchas coloridas foram os melhores parâmetros para o diagnóstico de carcinoma endometrial. O Power Doppler deve ser feito junto com a ultrassonografia transvaginal em todos os casos de sangramento uterino anormal e suspeita de espessamento endometrial. 

Como ler a ultrassonografia na avaliação endometrial 

Mensagem final

Vale ressaltar que não há uma indicação formal de solicitar ultrassonografia transvaginal rotineiramente. Contudo, quando a mulher queixa de sangramento uterino anormal a imagem ultrassonográfica é essencial para realizar a complementação diagnóstica. Sendo essencial saber interpretar esse exame e saber qual conduta tomar após recebê-lo.  

Referência Bibliográfica 

  • Sladkevicius P, Installé A, Van Den Bosch T, Timmerman D, Benacerraf B, Jokubkiene L, Di Legge A, Votino A, Zannoni L, De Moor B, De Cock B, Van Calster B, Valentin L. International Endometrial Tumor Analysis (IETA) terminology in women with postmenopausal bleeding and sonographic endometrial thickness ≥ 4.5 mm: agreement and reliability study. Ultrasound Obstet Gynecol. 2018 Feb;51(2):259-268. doi: 10.1002/uog.18813
  • Batra S, Khanna A, Shukla RC. Power Doppler sonography – A supplement to hysteroscopy in abnormal uterine bleeding: Redefining diagnostic strategies. Indian J Cancer. 2021 Mar 21. doi: 10.4103/ijc.IJC_676_19
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