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Como ocorreu a epidemia de influenza no Estados Unidos entre 2017 e 2018

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Infecções pelo vírus Influenza são comuns nessa época do ano, nas estações de outono e inverno, e esse período é conhecido como “influenza season”. Dessa forma, pais, escolas e serviços de saúde permanecem atentos a possibilidade de infecção pelo vírus, que tem sido considerado uma causa importante de morbidade e mortalidade, especialmente nos grupos de risco.

Na faixa etária pediátrica, as crianças com idades entre 0 e cinco anos e aquelas com doenças de base são consideradas como de risco, e por isso, a vacinação desses pacientes é fundamental para a prevenção da doença. Lembrando que a imunização está indicada a partir de seis meses de idade e nesse ano será realizada pelo Ministério da Saúde no período de 10 de abril a 31 de maio.

As infecções pelo influenza podem trazer complicações, que podem ser simples ou de maior gravidade. A complicação mais comum, principalmente em menores de 6 anos, é a otite média aguda. Outras complicações incluem: pneumonia (viral ou com co-infecção por bactérias), desidratação, exacerbação da asma e de outras doenças pulmonares crônicas, insuficiência renal aguda, miocardite, miosite com ou sem rabdomiólise, encefalopatia ou encefalite, sepse e choque séptico (viral ou com co-infecção por bactérias).

Nos EUA, o período de 2017-2018 foi pior desde 2009 em relação às infecções pelo Influenza; todas as faixas etárias apresentaram alta gravidade de infecção. Além disso, o número de atendimentos ambulatoriais por doenças influenza-like e os números de hospitalização e mortes causados pelo influenza foram os maiores registrados desde 2009.

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Nesse período, cerca de 52% das crianças que foram a óbito apresentavam comorbidades, em especial doenças neurológicas e pulmonares. Ainda, apenas 22% das crianças morreram tinham recebido previamente a vacina contra influenza. Esses dados reafirmam a importância da vacinação, mesmo em crianças sem doença de base, uma vez que metade dos óbitos foram em crianças previamente hígidas.

Como em outros períodos, o período de 2017-2018 apresentou circulação de três subtipos de influenza: influenza A (H3N2), sendo este o mais comum; influenza A (H1N1) e influenza B. Um fator que chamou atenção nesse último período foi a grande contribuição dos vírus H1N1 e influenza B na mortalidade das crianças, fato que não havia sido observado desde 2009.

Os dados acima, embora sejam americanos, podem contribuir para uma melhor compreensão das infecções por influenza no Brasil. Também enfatizam a importância da prevenção. Todos os profissionais de saúde devem estar atentos para orientar a vacinação a seus pacientes, principalmente se incluídos nos grupos de risco.

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