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Conheça 5 mitos sobre a influenza (gripe) e a vacina contra o vírus

Infectologia
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A influenza (gripe) parece acompanhar a evolução humana, colecionando um histórico de altas taxas de morbidade e fatalidades, incluindo epidemias. E em cada novo ano, muitos indivíduos em diferentes regiões geográficas escolhem ignorar as orientações médicas na Saúde Pública e não recebem a vacinação anual. Estima-se que cerca de 40 % dos adultos indicam não terem sido vacinados e não pretendem receber a vacinação.

As motivações que levam às escolhas de negação quanto à prevenção da doença estão relacionadas principalmente aos conceitos incorretos sobre a influenza e a vacinação. Os mitos mais comuns são os cinco citados abaixo e suas devidas respostas.

Mito 1: A vacinação para a influenza pode causar a doença

A vacina para influenza não pode causar a doença pois contém a partícula viral morta, atenuada ou fragmentos virais. As vacinas atenuadas administradas por spray nasal não tem capacidade de se replicar em temperaturas corporais como pulmões e outras partes do corpo humano. E geralmente há um período de duas semanas até que o corpo humano estruture a resposta imune efetiva.

Os quadros de influenza que podem ser observados logo após a vacinação é explicado pelo fato de que nessas duas semanas citadas, o indivíduo continua suscetível a adquirir a doença assim como qualquer outro paciente, e outros vírus não-influenza também causam infecções similares e não são cobertos pela vacina. Adicionalmente, há outros vírus influenza circulantes na população com componentes estruturais distintos daqueles vacinais.

É importante ressaltar que os efeitos adversos sintomáticos leves após vacinação são reconhecidos como possíveis mas não relacionados com quadros gripais característicos. As evidências científicas reforçam que a vacinação para a influenza leva à proteção efetiva contra formas graves e moderadas da doença.

Mito 2: Pessoas saudáveis não necessitam ser vacinadas para influenza

Alguns indivíduos são mais vulneráveis à influenza grave do que outras, como pacientes com doença pulmonar ou cardíaca crônicas, ou imunocomprometidos. Porém inúmeros achados científicos demonstram que mesmo adultos o crianças saudáveis, sem fatores de risco, foram afetados por influenza grave com necessidade de hospitalização ou mesmo resultando em óbito. Não há possibilidade de previsão.

Leia mais: O que temos de novidades para o tratamento de influenza?

Recomenda-se que todos os indivíduos com idade igual ou acima de seis meses sejam vacinados, independentemente da ausência de fatores de risco. A vacinação, por dados em estudos do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), evidenciam que há redução do risco de morte por influenza em 51-65% entre crianças com comorbidades ou saudáveis, respectivamente.

Mito 3: A influenza é somente um resfriado pior

A gripe é caracterizada por sintomas significativos com febre alta, calafrios, mialgias e cefaleias, podendo evoluir para sintomas de infecção em trato respiratório inferior como pneumonia grave, sendo necessária hospitalização e, portanto, bastante distinta de um resfriado comum. Adicionalmente pode favorecer infecções bacterianas secundárias e a quadros de moralidade significativo podendo resultar em óbito em taxas altas.

Mito 4: A vacina contra influenza não é efetiva

As estimativas protetoras da vacinação para influenza chegam a média de 40 a 65% dentre os vacinados, com melhores índices para crianças abaixo de oito anos de idade e idosos. Devido à grande diversidade de tipos de partículas virais de influenza circulantes em diferentes regiões do mundo anualmente, podem ocorrer variações quanto às taxas de proteção, mas é fato que as vacinas se destinam à proteção contra os tipos virais mais frequentes, especialmente ao tipo H1N1, o que significa um ganho para a Saúde Pública quanto a redução da morbidade e mortalidade em comparação com populações quando não vacinadas.

Estima-se que ocorreram cerca de 80 mil mortes por influenza no último ano, portanto, com a vacinação espera-se reduzir tal número em, pelo menos, 40%. O CDC reforça os critérios e a necessidade de atenção ao número de doses para aumentar a efetividade da vacinação contra influenza.

Mito 5: É muito tarde para tomar a vacina contra influenza

Apesar da concentração maior do número de casos e surtos durante o inverno, o CDC recomenda que os indivíduos sejam vacinados para influenza independente do período do ano pois o vírus permanece em circulação durante todo o ano, especialmente a globalização.

Então, quando você vai se vacinar?

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