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Consumo de álcool aumenta risco de desenvolvimento de demência, diz estudo

Tempo de leitura: 2 minutos.

O alcoolismo é uma das principais causas de morte ao redor do mundo, em especial no Brasil. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 3 milhões de brasileiros morrem todo ano em decorrência do uso de álcool. O consumo prolongado da bebida alcoólica, além de acarretar outras doenças, pode aumentar também o risco de demência, conforme demonstra uma pesquisa realizada no Reino Unido e publicada em agosto na The BMJ.

O levantamento contou com a participação de 9.087 voluntários com faixa etária entre 35 e 55 anos, e os acompanhou por um período médio de 23 anos. Os registros de demência e incidências de mortes foram analisados até 2017. A pesquisa avaliou a média de consumo de álcool dos participantes e definiu o parâmetro de 1 a 14 unidades da bebida por semana, sendo a unidade referente a 10 ml ou 8g de álcool puro.

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Foram identificados três grupos: um que bebia mais de 14 unidades por semana, outro que consumia bebida alcoólica de forma moderada (1-14 unidades/semana) e o terceiro cujos integrantes passaram por crises de abstinência após período prolongado de uso da substância.

Ao fim da pesquisa, foram registrados 397 casos de demência. No grupo que passou por crises de abstinência, o risco de desenvolvimento da doença mental foi maior (HR 1,47; IC 95% [1,15-1,89]) do que no grupo que bebia moderadamente. Dos indivíduos que consumiam mais de 14 unidades por semana, o risco de demência aumentava 17% para cada 7 unidades adicionais no consumo de álcool (IC 95%).

Análise multivariada sugere que o risco do desenvolvimento de demência no grupo abstinente está associado a doenças cardiometabólicas presentes em alguns participantes deste grupo (HR 1,47; IC 95%  [1,15-1,89]). Nos voluntários do mesmo grupo, que não foram diagnosticados com essas doenças, o risco foi menor (HR 1,33; IC 95% [0,88-2,02]).

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Referências:

  • Alcohol consumption and risk of dementia: 23 year follow-up of Whitehall II cohort study. BMJ 2018; 362 doi: https://doi.org/10.1136/bmj.k2927.

Um comentário

  1. Obrigada pela Atenção

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