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Máscaras ajudam a diminuir propagação da Covid-19

Covid-19: estudo compara eficácia de 14 tipos de máscaras

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No cenário atual, sem vacina ou medicamento eficaz para combater a Covid-19, a máscara tem sido uma grande aliada. Depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o uso contínuo do adereço, as máscaras viraram objeto do vestuário mundial.

Porém, para ser, de fato, algo que ajude a diminuir a disseminação do novo coronavírus, é preciso usar as máscaras corretamente e com materiais que evitem o despejo de gotículas de saliva no ar.

Em estudo publicado, no último dia 7, na revista Science Advances, pesquisadores da Duke University, nos Estados Unidos, atestaram que as máscaras mais eficazes para reduzir a propagação do vírus são as médicas, seguido das feitas de algodão. Lenços e bandanas não demonstraram utilidade alguma contra o vírus.

Vídeo: Coronavírus: o que fazer se a máscara n95 acabar?

Testes com vários tipos de máscaras

A pesquisa foi feita com 14 tipos de máscaras de tecidos diferentes:

  • Cirúrgica;
  • N95 com válvula;
  • Malha;
  • Polipropileno;
  • Polipropileno/algodão;
  • Máxima AT com uma camada;
  • Algodão com duas camadas, estilo plissada;
  • Algodão com duas camadas, estilo Olson;
  • Algodão com duas camadas e plissada;
  • Algodão com uma camada, estilo plissada;
  • Lenço de lã de pescoço;
  • Bandana com duas camadas;
  • Algodão com duas camadas e plissada;
  • N95.

Pessoas mascaradas foram colocadas em uma sala escura, onde tinham que ficar falando na direção de um laser. O feixe de luz serviu para ajudar a perceber as gotículas de saliva saindo pelas máscaras enquanto os participantes falavam. Todo o experimento foi gravado para facilitar a análise posterior.

Mais informações sobre Covid-19 na nova edição da Revista PEBMED

Resultados da pesquisa

Sem surpreender, a máscara que teve melhor desempenho foi a N95, demonstrando uma redução da propagação de gotículas de mais 99,9%, comparando com uma pessoa sem máscara.

Em segundo lugar, com 90% de eficácia, estão as cirúrgicas. As de algodão, por sua vez, demonstraram 70 a 90% de funcionamento, dependendo da quantidade de camadas.

As máscaras com pior colocação no estudo foram os lenços de pescoço feitos de lã.

Referência bibliográfica:

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